Carta da Terra no Brasil

Carta da Terra no Brasil
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terça-feira, 28 de abril de 2009

Fala do Leonardo Boff na ONU no dia da Terra

Amigos/as
No dia 22 de abril pude falar na Assembléia Geral da ONU para fundamentar a petição de declarar esse dia 22 o Dia Internacional da Mãe Terra. O Presidente Evo Morales apresentou os argumentos políticos e eu os éticos e humanísticos. A petição foi aceita por unanimidade.
Envio aqui o texto lá proferido em espanhol que teve ampla aceitação.
Um abraço
Lboff

ASSEMBLEIA GERAL DA ONU
Dia Internacional da Mãe Tierra

Discurso de Leonardo Boff no dia 22 de abril de 2009

Senhor Presidente Miguel d’Escoto Brockmann
Senhor Presidente do Estado Plurinacional de Bolivia, Sua Excelencia Evo Morales Ayma
Distinguidos delegados
Irmãos e Irmãs todos

No de 2000 a Carta da Terra nos fazia esta severa advertência:: «Estamos num momento crítico da história da Tierra, na qual a humanidade deve escolher o seu futuro...A escolha nossa é: ou formamos uma aliança global para cuidar da Tierra e cuidarnos uns dos outros ou arriscamos a nossa própria destruição e a da diversidade da vida”

Se a crise econômico-financeira é preocupante, a crise da não-sustentabilidade da Terra se apresenta ameaçadora. Os cientistas que acompanham o estado da Terra, especialmente a Global Foot Print Network têm falado do Earth Overshoot Day, do dia em que foram ultrapassados os limites da Terra. E isso ocorreu exatamente no dia 23 de setembro de de 2008, uma semana após o estouro da crise econômico-financeira nos EUA. A Terra ultrapassou em 40% sua capacidade de reposição dos recursos necessarios para as demandas humanas. Neste momento necessitamos mais de uma Terra para atender a nossa subsistência.

Como garantir a sustentabilidade da Terra já que esta é a premissa para resolver as demais crises: a social, a alimentária, a energética e a climática? Agora já não temos uma Arca de Noé que salve alguns e deixa perecer os demais. Todos devemos nos salvar juntos.

Como asseverou recentemente com muita propriedade o Secretário Geral desta Casa, Ban Ki-Moon:”não podemos deixar que o urgente comprometa o esencial”. O urgente é resolver o caos econômico, mas o esencial é garantir a vitalidade e a integridade do planeta Terra. É decisivo superar a crise financiera, porém o imprescindível e essecial é: como vamos salvar a Casa Comum e a Humanidade que é parte dela?

Esta é a razão para termos adotado a resolução sobre o Dia Internacional da Mãe Terra que, a partir de agora, se celebrará no dia 22 de abril de cada ano.

Dado o agravamento da situação ambiental, especialmente do aquecimento global, temos que atuar juntos e rápido. Não temos tempo a perder nem nos é permitido errar. Caso contrário, há o risco de que a Terra possa continuar mas sem nós.

Em nome da Terra, nossa Mãe, de seus filhos e filhas sofredores e dos demais membros da comunidade de vida, quero agradecer a esta Assembléia Geral por haver sabiamente aprovado esta resolução.

Neste contexto, me permito fazer uma breve apresentação do fundamento que sustenta a idéia da Terra como nossa Mãe.

Desde da mais alta ancestralidade, as culturas e religiões sempre têm testemunhado a crença na Terra como Grande Mãe, Magna Mater, Inana e Pachamama.

Os povos originários de ontem e de hoje tinham e têm clara consciencia de que a Terra é geradora de todos os viventes. Somente um ser vivo pode produzir vida em suas mais diferentes formas. A Terra é, pois, nossa Mãe universal.

Durante séculos e séculos prevaleceu esta visão até a emergência recente do espírito científico no século XVI. A partir de então, a Terra já não é mais considerada como Mãe, senão como uma realidade sem espírito, entregue ao ser humano para ser submetida, mesmo com violência. A mãe-natureza que devia ser respeitada se transformou em naturaza-selvagem que deve ser dominada. A Terra se viu convertida num baú cheio de recursos naturais, disponíveis para a acumulação e o consumo humano.

Neste novo paradigma não se coloca a questão dos limites de suportabilidade do sistema-Terra nem dos recursos naturais não renováveis. Pressupunha-se que os recursos seriam infinitos e que poderíamos ir crescendo ilimitadamente na direção do futuro. O que efetivamente é uma grande ilusão.

A preocupação principal era e é: como ganhar mais no tempo mais rápido possível e com um investimento menor? A realização histórica deste propósito fez surgir um arquipélago de riqueza rodeado por um mar de miséria.

O PNUD de 2007-2008 o confirma: os 20% mais ricos do mundo absorvem 82,4% de todas as riquezas da Terra enquanto os 20% mais pobres têm que se contentar com apenas 1,6%. Estes dados provam que uma ínfima minoria monopoliza o consumo e controla os processos econômicos que implicam pilhagem da naturaza e grande injustiça social.

Entretanto, a partir dos tardios anos 70 do século passado se tem imposto a constatação de que um planeta pequeno, velho e limitado como a Terra já não pode suportar um projeto ilimitado. Faz-se urgente outro modelo que tenha como eixo a Terra, a vida e o bem viver planetário no quadro de um espírito de colaboração, de responsabilidade coletiva e de cuidado.

Agora a preocupação central é: como viver e produzir em harmonía com a Terra, com os seres humanos, como o universo e com a Última Realidade, distribuindo equitativamente os beneficios entre todos e alimentando solidariedade para com as gerações presentes e futuras? Como viver mais com menos?

Foi neste contexto que se resgatou a visão da Terra como Mãe. Já não é mais a percepção dos antigos mas uma constatação empírica e científica. Foi mérito dos cientistas e sábios como James Lovelock, Lynn Margulis e José Lutzenberger nos anos 70 do século passado, ter demostrado que a Terra é um superorganismo vivo que se autoregula. Ela articula permanentemente o físico, o químico e o biológico de forma tão sutil e equilibrada que, sob a luz do sol, propicia a produção e a manutenção de todas as formas de vida. Por milhões de anos o nível do oxigênio, essencial para a vida, se mantem em 21%, o nitrogênio, decisivo para o crescimento, em 79% e o nivel de sal dos oceanos em 3,4%. E assim todos os elementos necessários para a vida. Não é que sobre a Terra haja vida. A Terra mesma é viva, chamada de Gaia, a deusa grega para significar a Terra viva.

Que toda a Terra está cheia de vida no-lo comprova o conhecido biólogo Edward O. Wilson. Escreve ele:”Num grama de terra ou seja, em menos de um punhado, vivem cerca de dez bilhões de bactérias pertencentes até a seis mil espécies diferentes”. Efetivamente, a Terra é Mãe fecunda.

A Terra existe já há 4, 4 bilhões de anos. Num momento avançado de sua evolução, de sua complexidade e de sua auto-organização, começou a sentir, a pensar e a amar. Foi quando emergiu o ser humano. Com razão nas linguas ocidentais homo/homem vem de húmus, terra fecunda. E em hebraico Adam se deriva de adamah, terra cultivável. Por isso, o ser humano é a própria Terra que anda, que sente, que pensa e que ama, como dizia o poeta indígena e cantador argentino Atahualpa Yupanqui.

A visão dos astronautas confirma a simbiose entre Terra e Humanidade. De suas naves espaciais testemunhavam de forma comovedora: ”daqui, contemplando este resplancedente planeta azul-branco, não se percebe nenhuma diferenta entre Terra e Humanidade. Formam uma única entidade”. Mais que como povos, nações e etnias devemos nos entender como criaturas da Terra, como filho e filhas da Mãe comum.

Entretanto, olhando a Terra mais de perto, nos damos conta de que ela se encontra crucificada. Possui o rosto do terceiro e quarto mundo, porque vive sistematicamente agredida. Quase a metade de seus filhos e filhas padecem fome e sede e são condenados a morrer antes do tempo. A cada quatro segundos, consoante dados da própria ONU, morre uma pessoa estritamente de fome.

Por isso, são expressões de amor à Mãe Terra, as políticas sociais de muitos paises, como por exemplo, de meu pais, o Brasil, sob o governo do Presidente Luis Inácio Lula da Silva, particularmente o programa Fome Zero e Bolsa Familia. Em seis anos se devolveu vida e dignidade a 50 milhões de pessoas que antes viviam na pobreza e na fome.

Temos que baixar a Terra da cruz e ressuscitá-la. Para esta tarefa gigantesca somos inspirados por um documento precioso: a Carta da Terra. Nasceu da sociedade civil mundial. Em sua elaboração envolveu mais de cem mil pessoas de 46 paises. Em 2003 uma resolução da UNESCO a apresentou “como um instrumento educativo e uma referência ética para o desenvolvimento sustentável”. Participaram ativamente de sua concepção Mikhail Gorbachev, Maurice Strong e Steven Rockfeller e eu mesmo entre otros. A Carta entende a Terra como dotada de vida e como nosso Lar Comum. Apresenta pautas concretas que podem salvá-la, cuidando-a com comprensão, com compaixão e com amor, como cabe a toda mãe. Oxalá, um dia, esta Carta da Terra, possa ser apresentada, discutida e enriquecida por esta Assembléia Geral. Caso seja aprovada, teríamos um documento oficial sobre a dignidade da Terra junto com a declaração sobre a dignidade da pessoa humana.

Mas cabe fazer uma advertencia. Para sentir a Terra como Mãe não é suficiente a razão dominante que é funcional e instrumental. Necesitamos enriquecê-la com a razão sensível, emocional e cordial, pois ai se enraiza o sentimento profundo, se elaboram os valores, se cultivam o cuidado essencial, a compaixão e os sonhos que nos inspiram ações salvadoras. Nossa missão, no conjunto dos seres, é a de ser os guardiães e cuidadores desta sagrada herança que recebemos do universo: a Terra, nossa Mãe.

Para terminar permito-me fazer uma sugestão: que se coloque na cúpula interna da Assembléia uma destas imagens belíssimas e plásticas da Terra vista a partir de fora da Terra. Suspensa no transfundo negro do universo, ela evoca em nós sentimentos de reverência e de mútua pertença. Ao contemplá-la, tomamos conciência de que ai está o nosso Lar Comum.

Pediria ainda que fosse aprovada uma recomendação de que no dia 22 de abril, dia Internacional da Mãe Terra, se fizesse um momento de silêncio em todos os lugares públicos, nas escolas, nas fábricas, nos escritorios, nos parlamentos para que nossos corações entrem em sintonia com o coração de nossa Mãe Terra.

Concluo. Tal como está, a Terra não pode continuar. É urgente que mudemos nossas mentes e nossos corações, nosso modo de produção e nosso padrão de consumo, caso quisermos ter um futuro de esperança. A solução para a Terra não cái do céu. Ela será o resultado de uma coalizão de forças em torno a uma consciência ecológica integral, uns valores éticos multiculturais, uns fins humanísticos e um novo sentido de ser. Só assim honraremos nossa Casa Comum, a Terra, nossa grande generosa Mãe.

Muito obrigado.

Leonardo Boff

Representante do Brasil e da Comissão da Carta da Terra.


Día Internacional de la Madre Terra

En el dia 22 de abril tuve la oportunidad de hablar en la Asamblea General de la ONU para apoiar la petición de declarar el dia 22 de abril Dia Internacional de la Madre Tierra. El Presidente de Bolivia Evo Morales presentó los argumentos politicos y yo las razones éticas y humanísticas. La petición fué aprobada por unanimidad. Lboff


ASAMBLEA GENERAL DE LA ONU
Día Internacional de la Madre Tierra


Discurso proferido por Leonardo Boff en el dia 22 de abril de 2008 en la Asamblea General de la ONU.

Señor Presidente Miguel d’Escoto Brockmann
Señor Presidente del Estado Plurinacional de Bolivia, Su Excelencia Evo Morales Ayma
Señor Embajador de Brasil Piragibe
Distinguidos delegados
Hermanos y hermanas todos



En el año 2000 la Carta de la Tierra nos hacía esta seria advertencia: «Estamos en un momento crítico de la historia de la Tierra, en el cual la humanidad debe elegir su futuro... La elección es nuestra: o formamos una alianza global para cuidar la Tierra y cuidarnos unos a otros o nos arriesgamos a nuestra propia destrucción y a la devastación de la diversidad de la vida».

Si la crisis económico-financiera es preocupante, la crisis de la no-sosteniblidad de la Tierra se presenta amenazadora. Los científicos que siguen el estado del Planeta, especialmente la Global Foot Print Network habian hablado del Earth Overshoot Day, del día que se sobrepasaron los límites de la Tierra. Y exactamente el 23 de septiembre de 2008 la Tierra sobrepasó en un 30% su capacidad de reposición de los recursos necesarios para las demandas humanas. En este momento necesitamos más de una Tierra para atender a nuestra subsistencia.

¿Cómo garantizar la sostenibilidad de la Tierra ya que es la premisa para resolver las demás crisis: la social, la alimentaria, la energética y la climática? Ahora ya no tenemos un arca de Noé que salve a algunos y deje perecer a todos los demás.

Como aseveró recientemente con mucha propiedad el Secretario General de esta casa, Ban Ki-Moon: «no podemos dejar que lo urgente comprometa lo esencial». Lo urgente es resolver el caos económico, pero lo esencial es garantizar la vitalidad y la integridad de la Tierra.

Es importante superar la crisis financiera, pero lo imprescindible y esencial es: ¿cómo vamos a salvar la Casa Común y la humanidad que es parte de ella?

Esta ha sido la razón para adoptar la resolución sobre el Dia Internacional de la Madre Tierra (International Mother Earth Day) que se celbrará el 22 de abril de cada año.

Dado el agravamiento de la situación ambiental de la Tierra, especialmente bajo el calentamiento global, tenemos que actuar juntos y rápido. Caso contrario, hay el riesgo de que la Tierra pueda continuar pero sin nosotros.

En nombre de la Tierra, nuestra Madre, de sus hijos e hijas sufrientes, y de los demás miembros de la comunidad de vida, quiero agradecer a la Asamblea por haber aprobado esta resolución.

A este propósito, quisiera hacer una breve presentación del fundamento de la Tierra como nuestra Madre.

Desde la más alta ancestralidad, las culturas y las religiones testimonian la creencia de la Tierra como Gran Madre, Inana, Terra Mater, Magna Mater y Pachamama.

Los pueblos originarios de ayer y de hoy tenían y tienen clara conciencia de que la Tierra es generadora de todos los vivientes. Solamente un ser vivo puede producir vida en sus más diferentes formas. La Tierra es, pues, la Madre universal.

Durante siglos y siglos predominó esta visión hasta la emergencia del espíritu científico en el siglo XVI. A partir de entonces la Tierra ya no es vista como Madre sino, como una realidad sin espíritu, entregada al ser humano para ser sometida, incluso con violencia. La madre-naturaleza que debía ser respetada, se transformó en naturaleza-salvaje que debe ser dominada. La Tierra fué convertida en un baúl lleno de recursos, disponibles para la acumulación y el consumo de los seres humanos.

 En este paradigma no se plantea la cuestión de los límites de aguante del sistema-Tierra ni de los recursos naturales escasos. Se presupone que los recursos son infinitos y que podemos ir creciendo ilimitadamente en dirección al futuro. Lo que efectivamente es una ilusión.
La preocupación principal es: ¿cómo ganar más? Y en razón de ganar cada vez más se ha creado un archipiélago de riqueza rodeado de un mar de miseria.
 
El PNUD del año pasado lo confirma: el 20% de los más ricos absorbe el 82,4% de las riquezas mundiales mientras que el 20% de los más pobres tiene que contentarse solamente con el 1,6%. Es decir, una ínfima minoria monopoliza el consumo y controla los procesos económicos que implican devastación de la naturaleza y gran injusticia social.

Pero desde los tardíos años 70 del siglo pasado se ha constatado que un planeta pequeño, viejo y limitado como la Tierra ya no puede soportar un proyecto ilimitado. Se necesita otro modelo que tenga como eje la Tierra, la vida y el bien vivir planetario dentro de un espíritu de colaboración y de cuidado. La preocupación central es: ¿cómo vivir y producir en armonía con los ciclos de la Tierra y con los seres humanos distribuyendo equitativamente los beneficios entre todos? ¿Cómo vivir más con menos?

En este contexto es donde se ha rescatado la visión de la Tierra como Madre. Ya no es la percepción de los antiguos sino una constatación empírica y científica. Ha sido mérito de los científicos James E. Lovelock, Lynn Margulis y José Lutzenberger en los años 70 del siglo pasado, haber mostrado que la Tierra es un superorganismo vivo. Ella articula permanentemente lo físico, lo químico y lo biológico de forma tan sutil y equilibrada que, bajo la luz del sol, está siempre propicia a producir y mantener la vida. Por millones y millones de años el nível de oxígeno, esencial para la vida, se mantiene en 21%, el nitrogeno, importante para el crecimiento, es de 79% y el nível de sal en los mares es del orden de 3,4% y asi todos los demás elementos necesarios para la vida. No es que sobre la Tierra haya vida, la Tierra misma está viva y es llamada Gaia, la diosa griega para la Tierra viviente.

Que toda la Tierra es viviente, lo comprueba el conocido biólogo Edward O. Wilson. Escribe: «en un solo gramo de tierra, o sea, en menos de un puñado, viven cerca de diez mil millones de bacterias, pertenecientes hasta a seis mil especies diferentes». Efectivamente la Tierra es Madre fecunda.

La Tierra existe desde hace 4,4 mil millones de años. En un momento avanzado de su evolución y de su complejidad empezó a sentir, a pensar y a amar. Es la emergencia del ser humano. Con razón en las lenguas occidentales homo/hombre viene de humus, tierra fecunda y Adam se deriva de adamah, tierra cultivable. Por eso el ser humano es la Tierra que anda, que piensa, que siente y que ama, como decía el poeta indígena y cantor argentino Atahualpa Yupanqui.

La visión de los astronautas confirma la simbiosis entre Tierra y humanidad. Desde sus naves espaciales testimoniaban: desde aquí, mirando ese resplandeciente planeta azul-blanco, no se percibe ninguna diferencia entre Tierra y humanidad. Forman una única entidad. Más que como pueblos, naciones y razas debemos entendernos como criaturas de la Tierra, como hijos e hijas de la Madre común.

Pero mirando la Tierra más de cerca, nos damos cuenta de que nuestra Madre se encuentra crucificada. Tiene el rostro del tercero y del cuarto mundo, porque vive sistemáticamente agredida. Casi la mitad de sus hijos e hijas padecen hambre y mueren antes de tiempo. Por eso, son signos de amor a la Madre Tierra las políticas sociales que se hacen en muchos países, como por ejemplo, en mi pais, Brasil, bajo el gobierno de Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente con el Programa Hambre Cero y la Bolsa Familia. En seis años ha devuelto vida y dignidad a 50 millones de hijos e hijas de la Tierra.

Tenemos que bajar a la Tierra de la cruz y resucitarla. Para eso existe ya un documento precioso que nos puede inspirar: la Carta de la Tierra. Nació de la sociedad civil mundial, involucró en su elaboración a más de cien mil personas de 46 países, y ya fue asumida en 2003 por la UNESCO «como instrumento educativo y una referencia ética para el desarrollo sostenible». Participaron activamente en su concepción Mikhail Gorbachev, Maurice Strong y Steven Rockfeller, entre otros. La Carta entiende la Tierra como dotada de vida y como nuestro hogar. Presenta pautas concretas que pueden salvarla, cuidándola con comprensión, compasión y amor, como cabe hacer cariñosamente con nuestra Gran Madre. Ojalá un día esta Carta de la Tierra pueda ser presentada, discutida, enriquecida por esta Asamblea y, si fuera aprobada, tendríamos un documento oficial sobre la dignidad de la Madre Tierra.

Para sentir a la Tierra como Madre no es suficiente la razón dominante, que es funcional e instrumental. Necesitamos enriquecerla con la razón sensible, emocional y cordial en donde se enraíza el sentimiento profundo, se elaboran los valores, el cuidado esencial, la compasión y los sueños que nos inspiran acciones salvadoras. Nuestra misión en el conjunto de los seres es la de ser los guardianes y los cuidadores de esta sagrada herencia recibida del Universo.

Para terminar, voy a permitirme hacer una sugerencia. Aprobada esta resolución de celebrar el Día de la Madre Tierra todos los 22 de abril, mi sugerencia es que se ponga en la cúspide de la Asamblea una de estas imágenes bellísimas de la Tierra vista desde afuera. Suspendida en el trasfondo negro del universo evoca en nosotros sentimientos de reverencia y de mutua pertenencia. Al mirarla tomamos conciencia de que ahí está nuestro Hogar Común, nuestra querida y generosa Madre Tierra.
 
Pediría además que se aprobara la recomendación de que el día 22 de abril, en todos los lugares, en las escuelas, en las fábricas y en los parlamentos, antes de empezar a trabajar se haga un momento de silencio para que nuestros corazones entren en sinton
ía con la Madre Tierra.

Tal como está, la Tierra no puede continuar. Tenemos que cambiar nuestras mentes, nuestros corazones, nuestro modo de producción y de consumo, si queremos tener un futuro de esperanza. La solución para la Tierra no nos va a caer del cielo, sino que será el resultado de una coalición de fuerzas en torno a una conciencia ecológica integral, unos valores éticos, unos fines humanísticos y un nuevo sentido de ser. Sólo así honraremos nuestro Hogar Común, la Tierra, nuestra grande y generosa Madre.
 
Muchas gracias.

 

Leonardo Boff

     Representante de Brasil, de la Comisión de la Carta de la  Tierra
 
 

quarta-feira, 22 de abril de 2009

CARTA DA ECOPEDAGOGIA



A Carta da Terra na Perspectiva da Educação:

CARTA DA ECOPEDAGOGIA

Em defesa de uma Pedagogia da Terra
(Minuta de discussão do Movimento pela Ecopedagogia)



1. Nossa Mãe Terra é um organismo vivo e
em evolução. O que for feito a ela repercutirá em todos os seus filhos. Ela requer de nós uma consciência e uma cidadania planetárias, isto é, o reconhecimento de que somos parte da Terra e de que podemos perecer com a sua destruição ou podemos viver com ela em harmonia, participando do seu devir.



2. A mudança do paradigma economicista é condição necessária para estabelecer um desenvolvimento com justiça e eqüidade. Para ser sustentável, o desenvolvimento precisa ser economicamente factível, ecologicamente apropriado, socialmente justo, includente, culturalmente eqüitativo, respeitoso e sem discriminação. O bem-estar não pode ser só social; deve ser também sócio-cósmico.



3. A sustentabilidade econômica e a preservação do meio ambiente dependem também de uma consciência ecológica e esta da educação. A sustentatibilidade deve ser um princípio interdisciplinar reorientador da educação, do planejamento escolar, dos sistemas de ensino e dos projetos político-pedagógicos da escola. Os objetivos e conteúdos curriculares devem ser significativos para o(a) educando(a) e também para a saúde do planeta.



4. A ecopedagogia, fundada na consciência de que pertencemos a uma única comunidade da vida, desenvolve a solidariedade e a cidadania planetárias. A cidadania planetária supõe o reconhecimento e a prática da planetaridade, isto é, tratar o planeta como um ser vivo e inteligente. A planetaridade deve levar-nos a sentir e viver nossa cotidianidade em conexão com o universo e em relação harmônica consigo, com os outros seres do planeta e com a natureza, considerando seus elementos e dinâmica. Trata-se de uma opção de vida por uma relação saudável e equilibrada com o contexto, consigo mesmo, com os outros, com o ambiente mais próximo e com os demais ambientes.


5. A partir da problemática ambiental vivida cotidianamente pelas pessoas nos grupos e espaços de convivência e na busca humana da felicidade, processa-se a consciência ecológica e opera-se a mudança de mentalidade. A vida cotidiana é o lugar do sentido da pedagogia pois a condição humana passa inexoravelmente por ela. A ecopedagogia implica numa mudança radical de mentalidade em relação à qualidade de vida e ao meio ambiente, que está diretamente ligada ao tipo de convivência que mantemos com nós mesmos, com os outros e com a natureza.



6. A ecopedagogia não se dirige apenas aos educadores, mas a todos os cidadãos do planeta. Ela está ligada ao projeto utópico de mudança nas relações humanas, sociais e ambientais, promovendo a educação sustentável (ecoeducação) e ambiental com base no pensamento crítico e inovador, em seus modos formal, não formal e informal, tendo como propósito a formação de cidadãos com consciência local e planetária que valorizem a autodeterminação dos povos e a soberania das nações.


7. As exigências da sociedade planetária devem ser trabalhadas pedagogicamente a partir da vida cotidiana, da subjetividade, isto é, a partir das necessidades e interesses das pessoas. Educar para a cidadania planetária supõe o desenvolvimento de novas capacidades, tais como: sentir, intuir, vibrar emocionalmente; imaginar, inventar, criar e recriar; relacionar e inter-conectar-se, auto-organizar-se; informar-se, comunicar-se, expressar-se; localizar, processar e utilizar a imensa informação da aldeia global; buscar causas e prever conseqüências; criticar, avaliar, sistematizar e tomar decisões. Essas capacidades devem levar as pessoas a pensar e agir processualmente, em totalidade e transdisciplinarmente.


8. A ecopedagogia tem por finalidade reeducar o olhar das pessoas, isto é, desenvolver a atitude de observar e evitar a presença de agressões ao meio ambiente e aos viventes e o desperdício, a poluição sonora, visual, a poluição da água e do ar etc. para intervir no mundo no sentido de reeducar o habitante do planeta e reverter a cultura do descartável. Experiências cotidianas aparentemente insignificantes, como uma corrente de ar, um sopro de respiração, a água da manhã na face, fundamentam as relações consigo mesmo e com o mundo. A tomada de consciência dessa realidade é profundamente formadora. O meio ambiente forma tanto quanto ele é formado ou deformado. Precisamos de uma ecoformação para recuperarmos a consciência dessas experiências cotidianas. Na ânsia de dominar o mundo, elas correm o risco de desaparecer do nosso campo de consciência, se a relação que nos liga a ele for apenas uma relação de uso.



9. Uma educação para a cidadania planetária tem por finalidade a construção de uma cultura da sustentabilidade, isto é, uma biocultura, uma cultura da vida, da convivência harmônica entre os seres humanos e entre estes e a natureza. A cultura da sustentabilidade deve nos levar a saber selecionar o que é realmente sustentável em nossas vidas, em contato com a vida dos outros. Só assim seremos cúmplices nos processos de promoção da vida e caminharemos com sentido. Caminhar com sentido significa dar sentido ao que fazemos, compartilhar sentidos, impregnar de sentido as práticas da vida cotidiana e compreender o sem sentido de muitas outras práticas que aberta ou solapadamente tratam de impor-se e sobrepor-se a nossas vidas cotidianamente.



10. A ecopedagogia propõe uma nova forma de governabilidade diante da ingovernabilidade do gigantismo dos sistemas de ensino, propondo a descentralização e uma racionalidade baseadas na ação comunicativa, na gestão democrática, na autonomia, na participação, na ética e na diversidade cultural. Entendida dessa forma, a ecopedagogia se apresenta como uma nova pedagogia dos direitos que associa direitos humanos, econômicos, culturais, políticos e ambientais - e direitos planetários, impulsionando o resgate da cultura e da sabedoria popular. Ela desenvolve a capacidade de deslumbramento e de reverência diante da complexidade do mundo e a vinculação amorosa com a Terra.

 

 


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quarta-feira, 15 de abril de 2009

O caminho mais curto para o fracasso


Estou enviando artigo para a semana entrante.
Saudações
Lboff

                                                O caminho mais curto para  fracasso

 
Leonardo Boff
Teólogo



 Das muitas reflexões acerca do colapso do sistema neoliberal, três despontam com claridade. A primeira é que para salvar o Titanic afundando não bastam correções e regulações no sistema em naufrágio. Precisa-se de uma outra rota que evite o choque com o iceberg: uma produção que não se reja só pela ganância nem por um consumo ilimitado e excludente. A segunda, não valem rupturas bruscas na ilusão de  que já nos transportariam para um outro mundo possível, pois seguramente implicariam no colapso total do sistema de convivência, com vitimas sem conta, sem a certeza de que das ruínas nasceria uma nova ordem melhor. A terceira, a categoria sustentabilidade é axial em qualquer intento de solução. Isso significa: o desenvolvimento necessário para a manutenção da vida humana e para a preservação da vitalidade da Terra não pode seguir as pautas do crescimento até agora vigentes (olho no PAC de Dilma Rouseff). Ele é demasiado depredador do capital natural e parco em solidariedade generacional presente e futura.  Importa encontrar um sutil equilíbrio entre a capacidade de suporte e regeneração da Terra com seus diferentes ecossistemas e o pretendido desenvolvimento necessário para assegurar o bem viver humano e a continuidade do projeto planetário em curso que representa a nova e irreversível fase da história.
 
Esta diligência precisa acolher a estratégia da transição do paradigma atual que não garante um futuro sustentável para um novo paradigma a ser construído pela cooperação intercultural que signifique um novo acerto entre economia e ecologia na perspectiva da manutenção da vida na Terra.
 
Onde vejo o grande gargalo? É na questão ecológica. Ela é citada apenas en passant nas agendas políticas visando a superação da crise. Na reunião dos G-20 no dia 2 de abril em Londres, o tema não influiu na formulação dos instrumentos para ordenar o caos sistêmico. Não se trata apenas do mais grave de todos, o aquecimento global, mas também do degelo, da acidez dos oceanos, da crescente desertificação, do desflorentamento de grandes zonas tropicais e do surgimento do planeta-favela em razão da urbanização selvagem e do desemprego estrutural. E mais ainda: a revelação dos dados que mostram a insustenbilidade geral da própria Terra, cujo consumo humano ultrapassou em 30% sua capacidade de reposição.
 
Uma natureza devastada e um tecido social mundial dilacerado pela fome e pela exclusão anulam as condições para a reprodução do projeto do capital dentro de um novo ciclo. Tudo indica que os limites da Terra são os limites terminais deste sistema que imperou por vários séculos.

 O caminho mais curto para o fracasso de todas as iniciativas visando sair da crise sistêmica é esta desconsideração do fator ecológico. Ele não é uma "externalidade" que se pode tolerar por ser inevitável. Ou lhe conferimos centralidade em qualquer solução possível ou então teremos que aceitar o eventual colapso da espécie humana. A bomba ecológica é mais perigosa que todas as bombas letais já construídas e armazenadas.
 
Desta vez teremos que ser coletivamente humildes e escutar o que a própria natureza, aos gritos, nos está pedindo: renunciar à agressão que o modelo de produção e consumo implica. Não somos deuses nem donos da Terra mas suas criaturas e seus inquilinos. Belamente termina Rose Marie Muraro um livro a sair em breve pela Vozes"Querendo ser Deus, por quê? "Quando tivermos desistido de ser deuses, poderemos ser plenamente humanos o que ainda não sabemos o que é, mas que já intuíamos desde sempre".
 
Leonardo Boff é autor de "Virtudes para um outro mundo possível" , Vozes 2008.


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terça-feira, 14 de abril de 2009

Lançamento do livro: YOUNG PEOPLE, EDUCATION, AND SUSTAINABLE DEVELOPMENT:EXPLORING PRINCIPLES, PERSPECTIVES, AND PRAXIS

 

Car@s Enredad@s,

 

Queremos compartilhar com tod@s o lançamento do livro YOUNG PEOPLE, EDUCATION, AND SUSTAINABLE DEVELOPMENT: EXPLORING PRINCIPLES, PERSPECTIVES, AND PRAXIS, organizado por Peter Blaze Corcoran and Philip M. Osano, Editors que reúne experiências de todo o mundo com juventude, educação e sustentabilidade. O lançamento será na Associação de Universidades Africanas Abuja, na Nigéria, de 4 a 9 maio e no Mundial de Educação Ambiental e na Conferência de Montreal,no Canadá, de 10 a14 maio. Mais informações sobre o livro: www.wageningenacademic.com/youngpeople

 

O Brasil está presente com dois textos, um deles escrito coletivamente por mim, Fátima Makiuchi, Izabel Zanete, Leila Chalub e Nádia Kornjezuk:

 

 

Chapter 28:The Ecology of Knowledge and Reinventing University Extension Education

Valéria Viana Labrea, Brazil, Centre for Sustainable Development, University of Brasília

Maria de Fátima Makiuchi, Brazil, Centre for Sustainable Development, University of Brasília

Leila Chalub-Martins, Brazil, Centre for Sustainable Development, University of Brasília

Izabel Cristina Bruno Bacellar Zaneti, Brazil, Centre for Sustainable Development, University of Brasília

Nádia Kornijezuk, Brazil, Centre for Sustainable Development, University of Brasília

 

E o outro texto pelo Moacir Gadotti.

Chapter 7:  Eco-pedagogy: Extending the Educational Theory of Paulo Freire to Sustainability

Moacir Gadotti, Brazil, Paulo Freire Institute

 

Segue abaixo o sumário do livro.

 

PART ONE: PRINCIPLES

 

Introduction to Part One: Principles

Brandon P. Hollingshead and Peter Blaze Corcoran

 

Chapter 1: Utopianism and Educational Processes in the United Nations Decade of Education for Sustainable Development: A Critical Reflection

Heila Lotz-Sisitka, South Africa, Rhodes University

 

Chapter 2: Pacific Island Principles: Learning to Live Wise and Sustainable Lives

Konai Helu Thaman, Tonga, University of the South Pacific, Fiji

Randy R. Thaman, Fiji, University of the South Pacific

 

Chapter 3: A Framework for Young People's Participation in Sustainability

Arjen Wals, The Netherlands, Wageningen University

Bob Jickling, Canada, Lakehead University

 

Chapter 4:  Youth Participation in Addressing Global Challenges: The Promise of the Future

Dumisani Nyoni, Zimbabwe, Zimele Institute


Chapter 5: Learning by Doing: Education for Sustainable Development through

Place-based Action Research

David Driskell, United States of America, Cornell University

Louise Chawla, United States of America, University of Colorado

 

Chapter 6:  Sustaining Hope: Why Religion Matters in Education for Sustainable Development

Michael Slaby, Germany, Earth Charter Program on Religion and Sustainability

Awraham Soentendorp, The Netherlands, Jewish Institute for Human Values

 

Chapter 7:  Eco-pedagogy: Extending the Educational Theory of Paulo Freire to Sustainability

Moacir Gadotti, Brazil, Paulo Freire Institute

 

Chapter 8: Youth Action in Education for Sustainable Development

Kartikeya V. Sarabhai, India, Centre for Environment Education

 

Chapter 9: American Stories and the Rhythm of Gratitude

David Orr, United States of America, Oberlin College

 

PART TWO: PERSPECTIVES

 

Introduction to Part Two: Perspectives

Brandon P. Hollingshead and Peter Blaze Corcoran

 

Chapter 10: The Possibility Generation: Empowering Students in the Mainstreaming Environment and Sustainability in African Universities Partnership Programme

Akpezi Ogbuigwe, Nigeria, United Nations Environment Programme, Kenya

 

Chapter 11:Oositgamoo: An Indigenous Perspective on Youth Activism

Oannes Pritzker, Wabanaki Native American Nation, Yat Kitischee Native Center

 

Chapter 12:Creating Sustainable Livelihoods for Youth in Meghalaya, India

Bremley W. B. Lyngdoh, India, Worldview Impact, United Kingdom

 

Chapter 13:Education for Sustainable Development, Youth, and New Learning, or "Would you tell me, please, which way I ought to go from here?"

Karen Malone, Australia, University of Wollongong

 

Chapter 14:Educating and Engaging Youth in Sustainable Consumption: YouthXchange Programme

Julia Heiss, France, United Nations Educational, Scientific, and Cultural Organization

Isabella Marras, France, United Nations Environment Programme

 

Chapter 15:Sports, Youth, and Environment

Theodore Oben, Cameroon, United Nations Environment Programme, Kenya

 

Chapter 16:"The Power We Have": Youth Using Technology to Promote Sustainable Development

Jennifer Corriero, Canada, TakingITGlobal

Luke Walker, Canada, TakingITGlobal

 

Chapter 17:Young Pacific Islanders in the Global Storm

Kanayathu Koshy, India, University of the South Pacific, Fiji

Rodney Lui, Fiji, The Econesian Society

Faye Tamani, Fiji, The Econesian Society

 

Chapter 18: Developing an Ethics of Sustainability: Reading Environmental Literature through the Earth Charter

A. James Wohlpart, United States of America, Florida Gulf Coast University

Megan M. Melvin, United States of America, University of Montana

 

Chapter 19:Water Accessibility, Use, and Conservation among Youth: A Comparative Study

George Morara Ogendi, Kenya, Egerton University

Isaac Ong'oa, Kenya, Arkansas State University, United States of America

 

Chapter 20:Voices of Brazilian Women Socio-environmental Educators

Donna Carole Roberts, United States of America, Florida Gulf Coast University

 

Chapter 21:Toward Youth Empowerment and Collective Action: Canada's Youth Summit Team

Michelle Laurie, Canada, Knowledge management and communications consultant

 

Chapter 22:Youth-friendly Urban Spaces: The Case of the City of Essaouira, Morocco

Hind Ottmani, Morocco, Ministry of Housing, Urbanism, and Space Planning

 

Chapter 23:A History of Environmental Education and Youth Participation in The Netherlands

Rebekah Tauritz, The Netherlands, Wageningen University      

Arjen Wals, The Netherlands, Wageningen University      

 

 

PART THREE: PRAXIS

 

Introduction to Part Three: Praxis

Brandon P. Hollingshead and Peter Blaze Corcoran

 

Chapter 24:Learning "otherWISE": Being Wise about Consumption

Cameron Neil, Australia, International Young Professional Foundation

Matthew Bentley, Australia, United Nations Environment Programme

Elizabeth Ryan, Australia, University of the Sunshine Coast

Daniel Donahoo, Australia, OzProspect

Iris Bergmann, Australia, Royal Melbourne Institute of Technology

John Fien, Australia, Royal Melbourne Institute of Technology

 

Chapter 25:The Earth Charter Youth Initiative: An Ethical Approach to Justice, Sustainability, and Peace

Dominic Stucker, Germany, Earth Charter International Secretariat, Costa Rica

Nicole Jirón Beirute, Costa Rica, Foundation for Peace and Democracy

Hamza Ali Alamoosh, Jordan, Jordanian Hashemite Fund for Human Development

 

Chapter 26:Diversity and Participation in Sustainable Development Learning Processes for Youth

Sanne van Keulen, The Netherlands, Dutch National Youth Council

Gabi Spitz, The Netherlands, National Committee for International Cooperation and         Sustainable Development

Maayke Damen, The Netherlands, Dutch National Youth Council

Erik Thijs Wedershoven, The Netherlands, Maastricht University

 

Chapter 27:From Conflict to Peace: The Role of Young People in Recreating Nepal

Manish Thapa, Nepal, Asian Study Center for Political and Conflict Transformation

 

Chapter 28:The Ecology of Knowledge and Reinventing University Extension Education

Valéria Viana Labrea, Brazil, University of Brasília

Maria de Fátima Makiuchi, Brazil, Centre for Sustainable Development

Leila Chalub-Martins, Brazil, University of Brasília

Izabel Cristina Bruno Bacellar Zaneti, Brazil, Centre for Sustainable Development

Nádia Kornijezuk, Brazil, Centre for Sustainable Development


Chapter 29:Young People Acting for the Wise Use of Karst Wetlands in Slovenia

Gordana Beltram, Slovenia, Ministry of Environment and Spatial Planning

Vanja Debevec Gerjevic, Slovenia, Škocjan Caves Regional Park

Leon Kebe, Slovenia, Notranjska Regional Park

 

Chapter 30:Vanua Domoni: Coral Reef Restoration in a Traditional Fijian Village

Peceli Ulunihau, Fiji, Tagaqe Village

 

Chapter 31:An Environmental Assessment for Youth by Youth: Global Environmental Outlook in Latin America and the Caribbean

Elizabeth Osorio, Panama, United Nations Environment Programme

Cecilia Iglesias, Argentina, Asociación Civil Red Ambiental

Alicia Speratti, Canada, Young Canadian Leaders for a Sustainable Future, International         Institute for Sustainable Development, United Nations Environment Programme

Kakuko Nagatani-Yoshida, Panama, United Nations Environment Programme

 

Chapter 32:Internationalising Higher Education for Sustainability: Youth Encounter on Sustainability

Michelle Grant, Australia, Swiss Federal Institute of Technology Zürich, Switzerland

 

Chapter 33:Sexual and Reproductive Rights and HIV: Experiences of Empowerment among Mexican Youth through the Earth Charter

Namir Hadad Nava Mireles, Mexico, Multidisciplinary Group of Youth in Michoacán

 

Chapter 34:Educating Youth in the Daiwa-Japan for Sustainability College

Kazuko Kojima, Japan, Japan for Sustainability

 

Chapter 35:From Marginalization to Mobilization: Young People Achieving the Millennium Development Goals    

Melanie Ashton, Australia, Earth Charter Youth Initiative

Brandon Hollingshead, United States of America, University of Utah

 

Valéria Viana Labrea

Coordenação Pedagógica do Programa Escola Aberta UnB - http://conexoesabertas.ning.com/
 

Rede Universitária de Educação e Meio Ambiente de Brasília http://ruemabsb.ning.com/

Conheça a Carta da Terra - www.cartadaterra.com.br

 

Blog Vivemos Juntos - http://vivemosjuntos.blogspot.com

 

Memória do FórumZINHO Social Mundial - www.forumzinho.org.br


"Devemos lutar pela igualdade sempre que a diferença nos inferioriza, mas devemos lutar pela diferença sempre que a igualdade nos descaracteriza" - Boaventura de Souza Santos

 

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Boletim Carta Maior - 13/04/2009


Boletim Carta Maior - 13 de Abril de 2009 Ir para o site
 
 
 
O significado político da greve de fome de Evo Morales
As adesões à greve de fome para forçar o Congresso a aprovar uma nova lei eleitoral se massificaram por toda a Bolívia nos últimos dias. A oposição, que na quinta-feira deixou sem quorum a sessão do Congresso, após a aprovação dos termos gerais da nova legislação eleitoral, negou-se a voltar ao parlamento. "Seguramente, pensaram em me vencer pelo cansaço", disse o presidente Evo Morales, que já esteve em outras greves de fome desde que ingressou na luta sindical campesina, em 1985.
> LEIA MAIS | Internacional | 12/04/2009
 
Para onde vai o leste europeu?
O leste europeu está passando por um "realinhamento" significativo, num movimento em que, por trás das cortinas, se digladiam a União Européia, a OTAN e a "nova Rússia" de Putin/Medvedev. O mês de abril já registra protestos em duas das repúblicas da região que emergiram a partir da dissolução da União Soviética, a Geórgia e a Moldávia.
> LEIA MAIS | Internacional | 12/04/2009
 
 
Blog
 
 
Quem está doente: Adriano ou os outros?
O comportamento de Adriano deveria ser considerado humano, normal, equilibrado. Mas numa sociedade em que "não se rasga dinheiro", em que a fama e a grana são os objetivos máximos a ser alcançados, quem está doente: Adriano ou essa sociedade? - 12/04/2009
 
 
 
Colunistas
 
Ignacio Ramonet
O krach perfeito - Perspectivas
A crise atual, por sua extensão e intensidade, propicia a ocasião de finalmente transformar a arquitetura geoeconômica e geopolítica do mundo, escreve Ignacio Ramonet em seu novo livro, "O krach perfeito". Carta Maior publica o capítulo final da obra. - 12/04/2009
 
 
 
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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Nova cartada do sistema?


Como  a semana santa se aproxima, estou enviando já agora o artigo para a semana entrante.
Feliz Pascoa, celebração de uma vida que venceu a morte.
Lboff

                                                     Nova cartada do sistema?

Leonardo Boff
Teólogo

 


 O encontro dos G-20 em Londres levou a uma tensa convergência entre as propostas norteamericana e a européia. Esta prevê controles e regulações mais rígidas dos mercados e a nortemaericana procura salvar o sistema bancário privado com a injeção estatal de bilhões e bilhões de dólares, tirados dos contribuintes, com o propósito de alavancar os créditos e garantir a continuação do consumo. Há indicações de que Barack Obama se comprometeu a assimilar algo da proposta européia e desta forma criar um consenso mínimo para enfrentar coletivamente a crise.

 Cumpre, entretanto, reconhecer que ambas as soluções são intrasistêmicas e nada inspiradoras. pois de modo algum colocam em xeque o modo de produção capitalista e sua expressão política, o neoliberalismo. Curiosamente, Sarkosy, num artigo do dia 1 de abril, propunha um capitalismo cooperativo e solidário como forma de sair do caos. Parece entender pouco da lógica do capital, pois este se rege pela competitividade e não pela cooperação. A solidariedade na é categoria do capital, senão não teríamos tantos milhões de excluídos. Se alguém achar que o capitalismo é bom para os trabalhadores é um iludido. O capital é bom para os capitalistas que detém o ter, o saber e o poder.

 Os encamnhamentos dos G-20 mantém a acumulação do capital como o principal motor do funcionamento da economia e o mercado livre como o lugar de sua reprodução. Isso simplesmente é mais do mesmo. Não ataca as causas que levaram à crise.  A crise econômico-financeira é vista fora do contexto global de crise: social, alimentaria, energética, climática e ecológica. Todas estas crises são consideradas como externalidades, quer dizer, fatores que não entram na contabilidade do capital, como o deslocamento de milhões de pessoas do campo para as cidades, o desflorestamento, a contaminação do solo, do mar e do ar. Estes fatores só são tomados em consideração quando se revelam empecilho para os ganhos do capital.

 Mas não há como evitar a questão ética: trata-se de uma solução que contempla a humanidade como um todo e que garante a vitalidade ao planeta Terra? Ou simplesmente se trata de salvar o sistema do capital para beneficiar os que acumulam? Será mais uma cartada do sistema? Trata-se de uma crise no sistema ou uma crise do sistema?

 Tudo indica que se trata de uma crise do sistema. As duas externalidades maiores – a social e a ambiental – não ganham centralidade. Mas elas são de tal gravidade que põem em xeque as  soluções propostas, possuindo somente sustentabilidade a curto e a médio prazo. Depois voltará a crise, possivelmente, sob a forma de tragédia ou de farsa (Marx).

 A crise social mundial é terrificante. Os dados do PNUD 2007-2008 atestam que os 20% mais ricos absorvem 82,4% das riquezas mundiais enquanto os 20% mais pobres têm que se contentar com apenas 1,6%. Quer dizer, é uma pequeníssima minoria que, em escala mundial, monopoliza o consumo enquanto os zeros econômicos são lançados na miséria. Há mais de 900 milhões de famintos e a cada quatro segundos morre um ser humano de fome conforme refere J. Ziegler em seu relatório para a ONU sobre a pobreza no mundo. Que cabeça e que coração têm analistas notáveis do Brasil (vide M. Leitão e Sardenberg) que sabem disso tudo e mesmo assim defendem um sistema de tanta perversidade?

 A crise ecológica não é menor. Estamos já dentro do aquecimento global que vai ser devastador para milhões de pessoas e para a biodiversidade. E. Wilson, renomado biólogo, denunciou que a cada ano a voracidade capitalista elimina definitivamente 3.500 espécies de seres vivos. Diante deste quadro dramático, só nos resta repetir o que deixou escrito em latim o gênio da critica ao capital: "dixi et salvavi animam meam": "disse e salvei a minha alma".

Leonardo Boff é autor de "Homem: Satã ou Anjo bom" pela Record, Rio de Janeiro.

 



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domingo, 5 de abril de 2009

Líderes inpiradores: Lula e Obama


 
                                        Lideres inspiradores: Lula e Obama
 
 
Leonardo Boff
Teólogo

 Um dos fatores que está emperrando a saída do caos econômico-financeiro é a escassez de lideranças inspiradoras. São os momentos de crise que fazem suscitar lideres carismáticos que fornecem foco e senso de direção. O bom líder é aquele que capta os anseios profundos do momento, sabe dar-lhe uma expressão, criar-lhe uma metáfora e sobretudo sabe suscitar entusiasmo e energias para realizar coisas que a muitos pareceriam impossíveis.
 
Mais que tudo, o líder deve servir a uma causa que é maior que ele, é de todo um povo e agora, de toda a humanidade. Por isso, o líder não pode ser vítima dos interesses de grupos. O bom líder está continuamente desafiando a opinião pública para rejeitar soluções maquiadas e recusar saidas convencionais que só tranqüilizam mas não transformam o caos em criativo e generativo.

 O encontro dos G-20 em 2 de abril em Londres superou as espectativas, pois elaborou-se um consenso global que pode ser eficaz no resgate do equilíbrio perdido. Barack Obama e Lula despontaram como líderes inspiradores. Lula, lembrando a pobreza no mundo e Obama insistindo que o resgate deve ser verde, quer dizer, não pode mais ser feito à custa da devastação da natureza como ocorria até agora.

 O Presidente Lula se tem mostrado um líder corajoso em afirmar: esta crise foi provocada por homens brancos, de olhos azuis que presidiam bancos e instituições que ditavam normas para  os outros mas eles mesmos não as seguiam. Hoje estão desmoralizados porque suas idéias eram truque baratos. Eles possuiam uma ideologia imperial de dominação do mundo.

 Mauro Santayana, o príncipe dos analistas políticos brasileiros, nos revelou recentemente num artigo do Jornal do Brasil(26/03) o plano norteamericano de dominação do mundo que ficara oculto por mais de quarenta anos. Dizem os documentos agora revelados: "a soberania supranacional de uma elite intelectual e de banqueiros é seguramente preferível à autodeterminação nacional praticada nos séculos passados". Em nome desta propósito imperial fizeram-se intervenções econômicas, políticas, culturais e militares em quase todas as partes do mundo. É a razão de os EUA manterem 700 bases militares pelo mundo afora com 500 mil solados servindo no exterior. É o espírito de Davos, onde os senhores do mundo se reúnem anualmente não para pensar os problemas da Terra, dos pobres, das mulheres, da fome, mas das moedas, dos mercados, do  crescimento e dos próprios interesses. É o mais crasso materialismo.
 
Este espírito montado na falsa liderança, na mentira, na arrogância e na violência, agora ruiu com o sistema que o sustentava. Obama mostra clara consciência deste fato. Lula é um dos poucos líderes mundiais que teve a coragem de dizer as verdades diante do Primeiro Ministro da Inglaterra, G. Brown, que nos visitou em março. Só espíritos medíocres que possuem dentro de si ainda o colonizador e que incondicionalmente se alinham ao poder dominante, fizeram criticas ao Presidente como se sua fala fosse expressão de racismo. Não entenderam a metáfora. Mas traíram o que escondem: seu submetimento à potência mais forte.
 
Mas chegará o dia em que o espírito de Porto Alegre, altermundista, generoso, amante da vida e da Terra vai ver o começo da realização de seu sonho. A liderança inspiradora de Lula, de Evo Morales, de Fernando Lugo, de Rafael Correa e de Barack Obama  fará com que as potencialidades do novo,  arrancadas do aceano infinito da Energia de fundo que sustenta o inteiro universo e cada ser, se tornem realidade. A humanidade  a Terra o merecem. Só assim elas continuarão a ter um futuro benaventurado.
 
Leonardo Boff é autor de "A civilização planetária", Sextante, Rio.




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