Carta da Terra no Brasil

Carta da Terra no Brasil
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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Vem ai o VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental


Vem aí o VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, evento em âmbito nacional, promovido pela Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA), coletivo que reúne mais de 40 redes de educação ambiental e educadores ambientais do país.

O evento acontecerá de 22 a 25 de julho deste ano no campus da Praia Vermelha, da UFRJ. O endereço da universidade é Avenida Pasteur, 250, no bairro da Urca, no Rio de Janeiro/RJ.
O Coordenador do VI Fórum, o educador ambiental Declev Dib-Ferreira, estima a participação de mais de 4 mil participantes inscritos.

Acontecerão, durante os 4 dias, cerca de 60 minicursos e oficinas, 10 mesas-redondas, 20 Jornadas Temáticas, Encontros paralelos, lançamentos de livros, show musicais, festivais de cinemas, apresentação de pôsteres e o lançamento do número 4 da Revista Brasileira de Educação Ambiental.

Responsável pela organização da programação, construída coletivamente com os membros da REBEA e redes e coletivo parceiros, a educadora Jacqueline Guerreiro informa que este fórum terá algumas atrações inovadoras como o VI Fórum Virtual, espaço onde se organizarão Fóruns de Discussão, o Espaço Ecumênico e o Espaço Semente com atividades educativas para crianças. Ocorrerá encontros importantes como o Encontro Comunitário de Educação Ambiental, organizado pela Federação de Associações de Moradores e a Associação de Favelas do RJ, o Encontro das Salas Verdes, o Encontro de Coletivos Educadores e o Encontro dos representantes da sociedade civil no Colegiados do SISNAMA. O Fórum também conta com o apoio da ABRACO – Associação Brasileira de Rádios Comunitárias que transmitirá ao vivo do Fórum para cerca de 100 rádios comunitárias.
O Fórum também se configurará como um espaço de diálogo entre a REBEA e demais redes ambientais, como a ANAMMA, a Rede Brasileira de Agendas 21 Locais ,Rede da Juventude pelo Meio Ambiente, Rede de Justiça Ambiental, Rede Ecossocialista,Rede Brasileira de Informação Ambiental (REBIA) , Rede de Educomunicação Ambiental ( REBECA), Fórum Brasileiro de Ongs e Movimentos Sociais, APEDEMA-RJ, e o Movimento Nacional de Catadores.
Integrantes dos Colegiados Ambientais do SISNAMA, das Comissões Organizadores Estaduais da Conferência Nacional de Meio Ambiente e Conferência Infanto-Juvenil de Meio Ambiente estarão organizando atividades e educadores ambientais de Angola e da América Latina estarão presentes.
Todos os informes, inscrições, valores, inscrição de trabalhos podem ser feitos no site do evento, que será muito mais que um espaço de divulgação de informação, mas um espaço interativo, de discussões, trocas e permanente construção em prol da qualidade da educação ambiental brasileira.
O endereço do site é http://forumearebea.org.
A secretaria Executiva do evento está sob a responsabilidade do Instituto Baía de Guanabara (IBG) e maiores informações podem ser conseguidas através do site ou do email viforum@baiadeguanabara.org.br.

BANNER DO VI FÓRUM : http://forumearebea.org/images/

domingo, 21 de junho de 2009

A Arca de Morin - Uma homenagem ao autor de "O Método"




Como se fosse a introdução
Valéria Viana Labrea

"Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas,
Quanto mais personalidades eu tiver,
Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,
Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,
Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento,
Estiver, sentir, viver, for,
Mais possuirei a existência total do universo,
Mais completo serei pelo espaço inteiro fora."
Álvaro de Campos

Morin me surpreendeu tanto quanto Pessoa. Quando conheci a obra de Fernando Pessoa eu desentendi. Como um poeta do inicio do século XX, lá de Lisboa, conhecia e revelava ao mundo os meus sentimentos mais íntimos? Sentimentos não-verbalizados, desorganizados, foram explicitados nos versos de Pessoa e eu me vi exposta, nua em frente ao poeta. Passei muitas noites lendo avidamente sua poesia e tentando compreender como um era vários. Um ser fragmentado, seus heterônimos, cada um com personalidade e vida distintas, com uma escrita e inspiração particular, me fizeram acreditar que Pessoa era ligeiramente esquizofrênico. Um louco, um poeta. Um poeta louco, que vivia intensamente ensimesmado em seus mundos e que no mundo ganha a vida traduzindo o texto de outros.

"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."
Álvaro de Campos

Pessoa me influenciou pelo seu revés. Não sou poeta. Leio poesia. E foi pela leitura da poesia que consegui uma brecha para sair de mim mesma e me aventurar pelo mundo. Segurando a mão de Pessoa eu armazenei coragem criativa para ultrapassar alguns limites e lugares-comuns que a vida teimava em jogar pra cima de mim. Acredito e repito seus versos como um mantra que me acolhe e me fortalece:

“Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim como em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.”
Ricardo Reis

Nessa construção pesava muito o desejo de saber. Para compreender criei caixinhas onde guardava e zelava os meus saberes, cada um no seu quadrado, mas a vida provoca mudanças o tempo todo e da literatura fui para a análise do discurso. E ai eu comecei a desconfiar que as caixinhas não dão conta do real, pois o sujeito no seu ser no mundo é afetado pela história, pela
ideologia e pelo inconsciente. A percepção que a AD me proporcionou me permitiu transitar em outros terrenos e me vi educadora ambiental popular.
Reforço o popular, porque meu compromisso é com a escola pública e os espaços formativos de inclusão dos segmentos sociais desfavorecidos, é esse o meu chão. O ambiental eu ostento com moderação, desejando não precisar fazê-lo, pois entendo que o ambiente como questão epistemológica é estruturante e a educação - sem nenhum qualificador - deveria incorporar essa
dimensão. Enquanto isso não ocorre, eu adjetivo o “educador” para marcar uma posição e explicitar essa ausência. Acredito que Pessoa tenha incorporado a dimensão ambiental e da alteridade radical incontornável na sua escrita. Não por acaso Alberto Caeiro, lisboeta semi-analfabeto que foge para o campo é o mestre de todos heterônimos – Álvaro de Campos um engenheiro, Ricardo Reis um médico erudito, Bernardo de Campos um guardador de livros - e do próprio Pessoa.

“Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é.
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem por que ama, nem o que é amar...”
Alberto Caeiro
Cheguei ao CDS distraída, curiosa e só ouvia falar da tal complexidade. De repente, tudo era complexo. E eu sem entender nada desse dialeto. Pelas bordas, fui lendo Morin e balançou as estrutura: cadê as caixinhas? Para entender melhor, fui ler Morin à sombra das árvores com duas amigas que também estão nesse livro – Claudia Bandeira e Dani Ungarelli – e passamos manhãs lendo O Método e reelaborando a vida e os saberes. Em seguida fomos para a aula da Laís. E ali, na discussão e na leitura, reelaborei meu conceito de sujeito e conseqüentemente, minha produção acadêmica. Assim hoje assumo que o sujeito é afetado pela história, ideologia e inconsciente. Mas não só isso: o sujeito faz parte de um sistema complexo cujos termos – espécie – indivíduo – sociedade – são ao mesmo tempo concorrentes e complementares. Unitas multiplex mostra que o sujeito não é fragmentado em diferentes posições, mas complexo, com várias dimensões em dispersão. É um sujeito que é levado pelo desejo, pela pulsão, pelo sentir/pensar, contraditório, práxico, um vivo que transforma e é transformada na sua relação com o Outro.
“Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.”
Fernando Pessoa

E assim seguimos os três alegremente de mãos dadas, desconfiando das certezas.
Essa é a uma pequena narrativa do meu encontro com Morin e como afetou minha vida e meu trabalho. Este livro narra encontros e caminhos trilhados juntos. A “Arca” remete a multirreferencialidade, mimetizada nas ilustrações onde a “Coruja” encarna Morin e os outros animais são uma metáfora da diversidade de lugares e vivências dos autores.
Os textos dessa compilação têm uma história comum. Os autores são estudantes oriundos de diferentes campos do conhecimento e todos se encontraram na disciplina “O Método da Complexidade”, que, entre 2003 e 2008, foi ministrada pela profª Lais Mourão Sá da Universidade de Brasília. Todos fomos seduzidos e surpreendidos por Morin e ninguém saiu incólume deste encontro.
Fomos todos influenciados pela leitura compreensiva de Lais, instigados a incorporar a complexidade em nosso fazer e a questionar a fragmentação dos saberes. Um dos resultados é esse livro, os outros resultados estão no mundo, dispersos no tempo e no espaço. Em um universo de cerca de 200 textos, selecionamos 26. Eles representam um percurso pessoal e um percurso
epistemológico, são a resposta a um desafio: como a leitura de Morin afetou você?
Essa resposta é sempre subjetiva e tem relação com os caminhos de cada um. Temos aqui sujeitos que assumiram um novo léxico e estão criando um novo discurso. Esse discurso se apresenta em vários textos que precariamente unimos em 3 espaços.

Em Lirismo e Subjetividade temos os textos que criam uma poética do Método. Aqui temos o cuidado com as palavras, esteticamente trabalhadas para dar conta da densidade com que Morin desconstrói e reconstrói o sujeito e seus saberes. Nesse mote temos a poesia da Lais Mourão Sá que dialoga com o teatro de Sonia Duarte que dão o tom dessa coletânia, A Arca de Morin.Mário Rique Fernandes e Josefina Reis de Moraes expressam liricamente o encontro com Morin. Lila Rosa Sardinha Ferro, Luiz E. B. Mourão Sá, Antar Sushma, Rosana Gonçalves da Silva, Cláudia Valéria de Assis Dansa, Guadalupe Silva, Marília Magalhães Teixeira e Claudia Bandeira organizam uma narrativa sobre a mudança inevitável que ocorre no encontro de subjetividades desejantes e as metáforas apontam para o horizonte utópico redescoberto.
Lendo Morin revela a surpresa com o reconhecimento da existência de um lugar de pertença. Sujeitos que intuíam que saberes enquadrados, dispersos pelas disciplinas tinham um local de encontro. Esse local pode ser construído a partir dO Método. Leandra Fatorelli, Marina Margarido Pessoa, Maria Amélia Costa, Juliana Farias Cavalcante, Daniel Louzada da Silva, Daniella Buchmann Ungarelli, Eliza Pereira Bruziguessi e Irineu Tamaio narram sua leitura
particular da obra de Morin e o novo olhar que ela suscitou.
O Saber Complexo é o espaço onde os autores incorporam a complexidade no seu trabalho acadêmico. Destacamos a grande heterogeneidade de disciplinas que convergem nos escritos de Josiane do Socorro Aguiar de Souza, Lila Rosa Sardinha Ferro, Lívia Penna Firme Rodrigues, Renato Bastos João, Lais Mourão Sá, Fábio Tomasello e Carlos Roberto da Silva. Morin dialoga com os mais variados temas e sujeitos desde populações ribeirinhas, indígenas do Xingu, adolescentes, nutrição, corporeidade, educação ambiental, transdisciplinaridade, economia. Os autores conseguem incorporar a Teoria da Complexidade em seus trabalhos em diferentes áreas do conhecimento.
Desejamos que esses textos continuem o diálogo imaginário com Morin e suscitem novas questões, outros espaços cognitivos e que redescubramos o encantamento e a poesia.

“A espantosa realidade das cousas
É a minha descoberta de todos os dias.
Cada cousa é o que é,
E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra,
E quanto isso me basta.
Basta existir para se ser completo.”
Alberto Caeiro

Boa leitura!
Para baixar o ebook:

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A criminalização do movimento social pelo governo do DF.

Prezad@s, repasso essa mensagem recebido de uma ex-bolsista.
Assisit ao dois vídeos e fiquei impressionada com a discrepância entre o fato vivido e o fato narrado pela mídia.
Todos sabemos que a mídia hegemônica é utilizada para preservar os interesses dos grupos igualmente hegemônicos, mas vamos combinar que temos que nos movimentar para desconstruir isso.
Assim, faço a minha parte, denunciando esse procedimento e acho que seria interessante se todos nos informassemos e acompanhassemos os desdobramentos deste episódio.
Abraços Valéria Viana


03.06.09 – A verdade que a mídia não contou sobre a agressão da polícia na Estrutural


Vídeo –

Parte I - http://www.youtube. com/watch? v=6OCt94YY1Ww

Parte II - http://www.youtube. com/watch? v=yNinzLiiKyk


Por conta da falta de uma política habitacional séria para a população de baixa renda no DF, cerca de mil pessoas marcharam durante a noite de quarta-feira em direção a Cana do Reino, área destinada para a criação de moradias para a população de baixa renda, mas que está na mira dos grandes especuladores, entre eles o vice-governador PaulOOctávio.

A forma como foi tratada a população ilustra o fascismo no DF, onde questão social é tratada como caso de polícia. O gás lacrimogêneo, as bombas de efeito (i)moral, além da água e os cavalos jogados contra a população deram o recado: em Brasília não há espaço para movimento social ir contra o projeto de especulação imobiliária. Esse foi o primeiro grande ato contra esse projeto e, justamente por isso, foi reprimido exemplarmente.

Esse vídeo mostra, além da agressão indiscriminada, o papel vergonhoso dos meios de comunicação no DF, onde nunca um governo gastou tanto em propaganda em jornais e tv. É necessário entender que, na política de pão, propaganda e circo do Arruda, todos os grandes e médios meios de comunicação estão cooptados. Naquela vergonhosa noite, os repórteres filmaram exatamente as mesmas coisas que eu, no entanto, a edição deles ilustra bem a classe e os interesses que eles defendem.

Nunca tivemos ilusão quanto ao ex-violador de painel eletrônico, atual governador Arruda ou quanto ao cidadão mais rico, maior construtor e especulador, atual vice-governador PaulOOctávio. Sabemos que só através da luta social, através da união de toda a população privada de seu direito inalienável à moradia, garantido na Constituição, seremos capazes de conseguir vitórias reais contra esse governo indigno.

A luta por uma vida mais digna, por paz com justiça social, educação, trabalho, cultura, comunicação e moradia vai continuar. A população da Estrutural, Brazlândia e Planaltina mostraram mais de uma vez que "existe uma coisa mais poderosa que todos os exércitos do mundo, e isto é uma idéia cuja hora chegou".

Divulgue este vídeo. Repasse, critique, opine, comente. Existe democracia além do voto. Existe vida além das propagandas do GDF.

Um forte abraço para todos vocês,

Thiago (mailto:thiagodeavila@)

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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Reciprocidade ou Morte










Estou enviando artigo para a proxima semana.
Um abraço
Lboff

Reciprocidade ou Morte

Leonardo Boff
Teólogo

Desde que os seres humanos decidiram viver juntos, estabeleceram um contrato social não escrito pelo qual formularam normas, proibições e propósitos comuns que permitissem uma convivência minimamente pacífica.

Depois surgiram os pensadores que lhe deram um estatuto formal como Locke, Kant e Rousseau. Todos esses contratos históricos têm um defeito: supõem indivíduos nus e acósmicos, sem qualquer ligação com a natureza e a Terra. Os contratos sociais ignoram e silenciam totalmente o contrato natural. Mais ainda, a partir dos pais fundadores da modernidade, Descartes e Bacon, implantou-se a ilusão de que o ser humano está acima e fora da natureza com o propóstio de domínio e posse da Terra. Este projeto continua a se realizar mediante a guerra de conquista seguida pela apropriação de todos os recursos e serviços naturais. Atrás sempre fica um rastro de devastação da natureza e de desumanização brutal. Antes se fazia guerra e apropriação de regiões ou povos. Hoje conquistaram-se todos os espaços e se conduz uma guerra total e sem tréguas contra a Terra, seus bens e serviços, explorado-os até a sua exaustão. Ela não tem mais descanso, refúgio ou espaço de recuo.

A agressão é global e a reação da Terra-Gaia está sendo também global. A resposta é o complexo de crises, reunidas no devastador aquecimento global. É a vingança de Gaia.

Não temos outra saida senão reintroduzir consciente e rapidamente o que havíamos deixado para trás: o contrato natural articulado com o contrato social. Trata-se de superar nosso arrogante antropocentrismo e colocar todas as coisas em seu lugar e nós junto delas como parte de um todo.

Que é o contrato natural? É o reconhecimento do ser humano de que ele está inserido na natureza, de quem tudo recebe, que deve comportar-se como filho e filha da Mãe Terra, restituindo-lhe cuidado e proteção para que ela continue a fazer o que desde sempre faz: dar-nos vida e os meios da vida. O contrato natural, como todos os contratos, supõe a reciprocidade. A natureza nos dá tudo o que precisamos e nós, em contrapartida, a respeitamos e reconhecemos seu direito de existir e lhe preservamos a integridade e a vitalidade.

Ao contrato exclusivamente social, devemos agregar agora o contrato natural de reciprocidade e simbiose. Renunciamos a dominar e a possuir e nos irmanos com todas as coisas. Não as usamos simplesmente, mas, ao usá-las quando precisamos, as contemplamos, admiramos sua beleza e organicidade e cuidamos delas. A natureza é o nosso hospedeiro generoso e nós seus hóspedes agradecidos. Ao invés de uma tregua nesta guerra sem fim, estabelecemos uma paz perene com a natureza e a Terra.

A crise econômica de 1929 sequer punha em questão a natureza e a Terra. O pressuposto ilusório era de que elas estão sempre ai, disponíveis e com recursos infinitos. Hoje a situação mudou. Já não podemos dar por descontada a Terra com seus bens e serviços. Estes mostraram-se finitos e a capacidade de sua reposição já foi ultrapassada em 40%.

Quando esse fator é trazido ao debate na busca de soluções para a crise atual? Somos dominados por economistas, em sua grande maioria, verdadeiros idiotas especializados – Fachidioten - que não vêem senão números, mercados e moedas esquecendo que comem, bebem, respiram e pisam solos contaminados. Quer dizer, que só podem fazer o que fazem porque estão assentados na natureza que lhes possibilita fazer tudo o que fazem, especialmente, dar razões ao egoismo e às barbaridades que a atual economia faz prejudicando milhões e milhões de pessoas e que vai minando a base que a sustenta.

Ou restabelecemos a reciprocidade entre natureza e ser humano e rearticulamos o contrato social com o natural ou então aceitamos o risco de sermos expulsos e eliminados por Gaia. Confio no aprendizado a partir do sofrimento e do uso do pouco bom senso que ainda nos resta.

Leonardo Boff é autor de Responder florindo. Da crise de civilização a uma revolução radicalmente humana. Garamond 2004.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Congratulations on your chapter in Young People, Education, and Sustainable Development















Dear Contributors to Young People, Education, and Sustainable Development,

Greetings from the Center for Environmental and Sustainability Education! Young People, Education, and Sustainable Development: Exploring Principles, Perspectives, and Praxis was published on Earth Day, April 22, 2009. We thank each of you for your efforts toward making this book project a success. We also thank Wageningen Academic Publishers for their heroic work during the final editing and publication process. We would like to recognize Mike Jacobs and Anne Wals for their efforts to promote the book internationally.

As you know if you have received your copy from the publisher, it includes a Preface from Nobel Peace Prize Laureate Wangari Maathai, a Foreword from former Administrator of UNDP James Gustave Speth, and an Afterword from former Dutch Prime Minister Ruud Lubbers.

The first global launch of "kitabu" occurred at the Twelfth General Conference of the African Association of Universities (AAU) in Abuja, Nigeria, on Wednesday, May 6, 2009. Goolam Muhamedbhai, Secretary-General of the AAU, and Akpezi Ogbuigwe of the United Nations Environment Programme presented the book to an audience of nearly 100 people. Peter Blaze reports that there is a great deal of enthusiasm for the book among African universities. Pictures from the launch are below, featuring contributors Akpezi Ogbuigwe and Heila Lotz-Sisitka reading from their chapters.

Philip Osano and Peter Blaze launched "kitabu" in North America at the Fifth World Environmental Education Congress in Montreal, Canada, on Tuesday, May 12, 2009. Several contributors read from their chapters, including Arjen Wals, Louise Chawla, Heila-Lotz Sisitka, and Kartikeya Sarabhai. Akpezi Ogbuigwe, Honorary President of the Congress, delivered impassioned remarks on the significance of our responsibility to future generations. The J.W. McConnell Family Foundation generously agreed to host the ceremony. Pictures from the launch are below, featuring contributor Arjen Wals, as well as Peter and Philip. Co-author Bob Jickling, who was very busy running a great Congress, joined us briefly.

The European launch of "kitabu" will be in The Netherlands. It will be sponsored by the Dutch national education for sustainable development program "Learning for Sustainable Development." It will be hosted by Editorial Advisory Group member Roel van Raaij later this year.

We are excited about the potential of Young People, Education, and Sustainable Development to draw attention to the important contributions of youth toward creating a peaceful and sustainable world. We also believe the book helps to define the responsibility of current generations to those who will come after us. The book shows how we can "transmit to future generations values, traditions, and institutions that support the long-term flourishing of Earth's human and ecological communities" (Earth Charter Principle 4).

Through the generosity of Roel van Raaij, we sent copies of the book to all authors and co-authors. Many contributors have already received their copies. If you have not, please contact Wageningen Academic Publishers at Jacobs@WageningenAcademic.com.



We would appreciate your efforts to promote the book among your own professional networks. Please keep us updated on your what you are doing to generate additional interest in Kitabu. Attached is the book cover image and a purchasing form for the book. The book's website can be found at


http://www.wageningenacademic.com/Default.asp?pageid=8&docid=16&artdetail=youngpeople&webgroupfilter=5


With appreciation, we remain,

Yours truly,


Philip M. Osano and Peter Blaze Corcoran


Respeito a todo ser, à Mãe Terra









Leonardo Boff
Teólogo

Se reconhecermos, como os povos originários e muitos cientistas modernos, que a Terra é Gaia, Mãe generosa, geradora de toda vida, então devemos a ela o mesmo respeito e veneração que devotamos às nossas mães. Em grande parte, a crise ecológica mundial deriva da sistemática falta de respeito para com a natureza e a Terra.

O respeito implica reconhecer que cada ser vale por si mesmo, porque simplesmente existe e, ao existir, expressa algo do Ser e daquela Fonte originária de energia e de virtualidades da qual todos provém e para a qual todos retornam (vácuo quântico). Numa perspectiva religiosa, cada ser expressa o próprio Criador.

Ao captarmos os seres como valor intrínseco, surge em nós o sentimento de cuidado e de responsabilidade para com eles a fim de que possam continuar a ser a a coevoluir.

As culturas originárias atestam a veneração face à majestade do universo, o respeito pela natureza e para cada um de seus representantes.

O budismo que não se apresenta como uma fé mas como uma sabedoria, um caminho de vida em harmonia com o Todo, ensina a ter um profundo respeito, especialmente, por aquele que sofre (compaixão). Desenvolveu o Feng Shuy que é a arte de harmonizar a casa e a si mesmo com todos os elementos da natureza e com o Tao.

O Cristianismo conhece a figura exemplar de São Francisco de Assis (1181-1226). Seu mais antigo biógrafo, Tomás de Celano (1229) testemunha que andava com respeito por sobre as pedras em atenção daquele, Cristo, que foi chamado de "pedra"; recolhia com carinho as lesmas para não serem pisadas; no inverno, dava água doce às abelhas para não morrerem de frio e de fome.

Aqui temos a ver com um outro modo de habitar o mundo, junto com as coisas convivendo com elas e não sobre as coisas dominando-as.

Extremamente atual é a figura do humanista Albert Schweitzer (1875-1965). Elaborou grandiosa ética do respeito a todo o ser e à vida em todas as suas formas. Era um grande exegeta e famoso concertista das músicas de Bach. Num momento de sua vida, largou tudo, estudou medicina e foi servir hansenianos em Lambarene no Gabão.

Diz explicitamente, numa carta, que "o que precisamos não é enviar para lá missionários que queiram converter os africanos, mas pessoas que se disponham a fazer para os pobres o que deve ser feito, caso o Sermão da Montanha e as palavras de Jesus possuam algum valor. Se o Cristianismo não realizar isso, perdeu seu sentido".

Em seu hospital no interior da floresta tropical, em Lambarene, entre um atendimento e outro, escreveu vários livros sobre a ética do respeito, sendo o principal este: O respeito diante da vida (Ehrfurcht vor dem Leben).

Bem diz ele:"a idéia-chave do bem consiste em conservar a vida, desenvolvê-la e elevá-la ao seu máximo valor; o mal consiste em destruir a vida, prejudicá-la e impedi-la de se desenvolver. Este é o princípio necessário, universal e absoluto da ética".

Para ele, o limite das éticas vigentes consiste em se concentrarem apenas nos comportamentos humanos e esquecerem as outras formas de vida. Numa palavra: "a ética é a responsabilidade ilimitada por tudo que existe e vive"

Dai se derivam comportamentos de grande compaixão e cuidado. Numa prédica conclamava: "Mantenha teus olhos abertos para não perder a ocasião de ser um salvador. Não passe ao largo, inconsciente, do pequeno inseto que se debate na água e que corre risco de se afogar. Tome um pauzinho e retire-o da água, enxugue-lhe as asinhas e experimente a maravilha de ter salvo uma vida e a felicidade de ter agido a cargo e em nome do Todo-poderoso. A minhoca que se perdeu na estrada dura e seca e que não pode fazer o seu buraco, retire-a e coloque-a no meio da grama. 'O que fizerdes a um desses mais pequenos foi a mim que o fizestes'. Esta palavra de Jesus não vale apenas para nós humanos mas também para as mais pequenas das criaturas".

Essa ética do respeito é categórica no momento atual em que a Mãe Terra se encontra sob perigoso estresse.

Leonardo Boff é autor de Convivência, Respeito, Tolerância, Vozes 2006.

domingo, 7 de junho de 2009

O novo patamar da mundialização: a noosfera



Leonardo Boff



A atual crise econômica está colocando a humanidade diante de uma terrível bifurcação: ou segue o G-20 que teima em revitalizar um moribundo - o modelo vigente do capitalismo globalizado - que provocou a atual crise mundial e que, a continuar, poderá levar a uma tragédia ecológica e humanitária ou então tenta um novo paradigma que coloca a Terra, a vida e a Humanidade no centro e a economia a seu serviço e então fará nascer um novo patamar de civilização que garantirá mais equidade e humanidade em todas as relações a começar pelas produtivas.



A sensação que temos, é que estamos seguindo um vôo cego e tudo poderá acontecer.



De um ponto de vista reflexivo, duas interpretações básicas da crise se apresentam: ou se trata de estertores de um moribundo ou de dores de parto de um novo ser.



Alinho-me na segunda alternativa, a do parto. Recuso-me a aceitar que depois de alguns milhões de anos de evolução sobre este planeta, sejamos expulsos dele nas próximas gerações. Se olharmos para trás, para o processo antropogênico, constamos indubitavelmente que temos caminhado na direção de formas mais altas de complexidade e de ordens cada vez mais interdependentes. O cenário não seria de morte mas de crise que nos fará sofrer muito mas que nos purificará para um novo ensaio civilizatório.



Não se pode negar que a globalização, mesmo em sua atual idade de ferro, criou as condições materiais para todo o tipo de relações entre os povos. Surgiu de fato uma consciência planetária. É como se o cérebro começasse a crescer fora da caixa craniana e pelas novas tecnologias penetrasse mais profundamente nos mistérios da natureza.



O ser humano está hominizando toda a realidade planetária. Se a Amazônia permanece em pé ou é derrubada, se as espécies continuam ou são dizimadas, se os solos e o ar são mantidos puros ou poluídos depende de decisões humanas. Terra e Humanidade estão formando uma única entidade global. O sistema nervoso central é constituído pelos cérebros humanos cada vez mais em sinapse e tomados pelo sentimento de pertença e de responsabilidade coletiva. Buscamos centros multidimensionais de observação, de análise, de pensamento e de governança.



Outrora, a partir da geosfera surgiu a litosfera (rochas), depois a hidrosfera (água), em seguida a atmosfera (ar), posteriormente a biosfera (vida) e por fim a antroposfera (ser humano). Agora a história madurou para uma etapa mais avançada do processo evolucionário, a da noosfera. Noosfera como a palavra diz (nous em grego significa mente e inteligência) expressa a convergência de mentes e corações, originando uma unidade mais alta e mais complexa. É o começo de uma nova história, a história da Terra unida com a Humanidade (expressão consciente e inteligente da Terra).



A história avança através de tentativas, acertos e erros. Nos dias atuais estamos assistindo à fase nascente da noosfera, que não consegue ainda ganhar a hegemonia por causa da força de um tipo de globalização excludente e pouco cooperativa, agora vastamente fragilizada por causa da crise sistêmica.



Mas estamos convencidos de que para a esta nova etapa - a da noosfera – conspiram as forças do universo que estão sempre produzindo novas emergências. É em função desta convergência na diversidade que está marchando nossa galáxia e, quem sabe, o próprio universo. No planeta Terra, minúsculo ponto azul-branco, perdido numa galáxia irrisória, num sistema solar marginal (a 27 mil anos luz do centro da galáxia), cristalizou-se para nós a noosfera. Ela é ainda frágil mas carrega o novo sentido da evolução. E não se exclui a possibilidade de outros mundos paralelos. A atual crise torna necessária uma saída salvadora e esta é noosfera. Então vigorará a comunhão de mentes e corações, dos seres humanos entre si, com a Terra, com o inteiro universo e com o Atrator de todas as coisas.

Leonardo Boff é autor de A nova era: a civilização planetaria, Record 2008.


O Brasil encantado e os 9 anos da Carta da Terra



Alexandre Wahbe



No mês de junho de 2000 fomos todos presenteados com um documento planetário sem precedentes. Para situar a todos: A Carta da Terra tem o status de “nova declaração dos direitos humanos”, porém é um documento radicalmente mais contundente e globalizante. Sua gestação teve início em 1992, onde paralelo a Eco-92 (base governamental) foi implementado o Fórum das ONGs (base intelectual e sociedade civil global). Capitaneada por líderes planetários como Mikhail Gorbatchev e Leonardo Boff, e por instituições globais como a Comunidade Bahá´í Internacional, nasceu o embrião da Carta, que passou por interações e sinergias globais por 8 anos até ser apresentado como documento vivo e aberto em junho de 2000.
A Carta da Terra é uma declaração de amor pela vida, compaixão pela Terra e ética do humano, focada em 16 princípios básicos que giram entorno de eixos como o fomento à justiça social global, paz mundial, interdependência positiva entre as nações celebrando a diversidade mundial, equidade econômica, aproximação entre ciência e religiões, valorização das grandes tradições da humanidade, sustentabilidade de hábitos, preservação da Terra e de todas as formas de vida. É interessante notar que na ótica da Carta o homem não é o supra-sumo da natureza, e sim um ente preponderantemente mais perigoso que deve buscar modos sustentáveis de vida e de relação com os demais membros da grande comunidade da vida. Assim, os seres humanos, um monte de grama e as pulgas são vistos sob o mesmo prisma de coexistentes e interdependentes num mundo vivo.
Mas o que mudou em 9 anos? Falar de Carta da Terra e das categorias já elencadas logo após seu lançamento em 2000 era coisa de “maluco beleza”, idealista, sonhador, ingênuo...
Falar sobre esses assuntos hoje é uma necessidade emergente e anseio social explícito. Até as montadoras de veículos falam em sustentabilidade, economia, compromisso com diminuição do aquecimento global, etc.
Mas basicamente, o que ocorreu no mundo que poderíamos dizer moldados por esse “Espírito da Era” da Carta da Terra?
Dentro de 4 premissas que serviram de impulso à criação da Carta, destacamos: 1) “nova ciência’: Esse termo designa as descobertas de duas teorias revolucionárias da ciência do século XX, que vêm sendo digeridas aos poucos pelas instituições mundiais e pelas pessoas: teoria da relatividade (tempo e espaço como conhecemos são uma ilusão) e física quântica (a realidade como a conhecemos é formada de energia condensada moldável até por pensamentos humanos, e não por átomos como tijolos de existência). Citaria nessa primeira vertente o surgimento de vídeos como Quem Somos Nós I e II, onde foram popularizados estes conhecimentos de forma amplamente didática e convincente. Interessante que foi uma produção independente, assim como O Segredo I e II, que além da nova ciência abriu o debate mundial também para outras bases da Carta como 2) “tradições e sabedoria da humanidade”. Outra base de construção da Carta, 3) “Conferências Mundiais das Nações Unidas” – todas, de 92 até 2000 - envolvendo minorias, mulheres, desenvolvimento, meio ambiente e sustentabilidade, cidades, inspiraram ações maravilhosas como as 15 Metas do Milênio, catalisadoras únicas de esforços, atenção e ações para temas crucias em sustentabilidade e dignidade. Outro fato correlato a esta premissa que classificamos aqui na ordem de número 3, é o efeito cascata do filme de Al Gore (também independente), que lançou um vídeo popularizante de ideais de sustentabilidade e aquecimento global: Verdade Inconveniente foi a maior materialização didática do que a Carta da Terra quis nos dizer desde 2000, bem como a ação visível de maior geração de impacto e alteração de consciência mundial frente a estas problemáticas. Para não finalizar este tópico, os estudos e os vídeos do Dr. Emoto sobre A Mensagem da Água são o supra-sumo nesse terceiro quesito.
Brasil. Aqui os preceitos da Carta vibram em cada rincão, e vivemos “inusitâncias” únicas neste período, promovendo um verdadeiro “encantamento” planetário: Fórum Social Mundial, Fórum Mundial da Educação, e diria, governo popular do Brasil. Lula virou “o cara” pelas suas peripécias de emancipação, inclusão, humanização social massiva e por posicionar-se como arauto de uma nova ordem mundial. O Brasil (com as exceções das grandes cidades e suas dinâmicas) aparece hoje, 9 anos após o lançamento da Carta, como a célula importante de vital multiplicação em um mundo ideal, onde existem políticas públicas, ordem social, legislações e práticas de atenção pelo humano, relações harmônicas entre culturas diferentes, cultura de paz, afirmação de minorias, cultura de respeito e ação solidária colaborativa perante os demais países do globo, principalmente menos favorecidos. Não podemos esquecer da ministra extrativista, que pagou com o seu posto o preço para que a devida atenção fosse culminantemente dada ao meio ambiente e Amazônia, culminando na derrocada significativa do índice de destruição de florestas e na difusão da utopia tão necessária do desmatamento zero. Não esqueçamos da vigília pela Amazônia no Senado e do exemplo de artistas e sociedade no compromisso pela conservação da nossa Amazônia global.
No mais, importante ressaltar que uma das bases para o impulso da Carta da Terra, a que aqui classificamos “número 4)”, diz respeito aos “Ensinamentos das grandes religiões da Terra”, que não foram capazes ainda de gerar empoderamento em prol da unidade e poder de aglutinação para benevolência mundial. O que estará acontecendo? Ao que parece, as Revelações são perfeitas, porém as elites religiosas que criam e enfatizam os “ismos” ainda resistem em compreender a unidade e convergência das mensagens contidas na essência das 9 grandes fés mundiais: africana, hinduísta, judaica, zoroastriana, budista, cristã, islâmica, babí e bahá´í - todos convergindo para a fé em um Deus único e para a prática do amor. Esta seria a base em aberto dos 9 anos da Carta, o hiato do tema, para uma grande convergência mundial em prol da vida. Faltou nesses 9 anos, à grande maioria dos religiosos de toda a Terra (e às pessoas de bem), a ousadia das elites econômicas em prol da preservação do seu sistema insustentável.


*Alexandre Wahbe é empreendedor social, escritor e palestrante
Presidente da Fundação de Desenvolvimento Sustentável do Cantão
alexandrewahbe@hotmail.com
Endereço: Avenida Goiás número 66 Pium-TO CEP 77570000

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Carta da Terra para Crianças ganha uma versão coreana.




















Compartilho a mensagem da profa. Ana Mendes e Land da Universidade de Estudos Estrangeiros de Pusan, Coréia do Sul que nos contatou para a escrita de uma versão coreana da Carta da Terra para Crianças que foi elaborada pelo NAIA em 2002.

Para realizar esse trabalho, a profa. Ana e sua turma realizaram um estudo aprofundado da versão original da Carta da Terra.

Espero que a experiência da profa. Ana possa gerar novos frutos e tod@s os educadores criem sua própria versão da Carta da Terra, com suas linguagens e imagens que reflitam a experiência vivida.
.....................................
Bom dia, Valéria! Terminei na semana passada de traduzir junto com os meus alunos coreanos a versao da Carta da Terra (em anexo). Eles nao conheciam o documento e foi bem interessante. Depois de traduzir, dei na Universidade onde ensino portugues (Universidade de Estudos Estrangeiros de Pusan, Coreia do Sul) uma apresentacao powerpoint sobre a Carta da Terra para professores de ingles da escola primaria, e utilizei a traducao dos meus alunos. Envio a traducao e algumas fotos onde da para ver os professores lendo a adaptacao da Carta da Terra em coreano. Remeti os professores para o sitio de internet onde podem encontrar mais actividades para implementar a Carta da Terra nos seus curriculos e nas aulas.

A utilizacao da adaptacao foi uma forma optima de divulgar o documento, no contexto do ensino das linguas estrangeiras, nao só porque a adaptacao é mais breve e acessivel, mas tambem pelas bonitas ilustracoes.
Alunos envolvidos na tradução:
Sr. A-Chim Kim (soumanha@naver.com),
Sr. Min-Kyun Kim (kyun0622@hanmail.net),
Sra. Je-Na Lee (jenajena@hanmail.net),
Sr. Chang-Ho Lee (kkooma@gmail.com),
Sra. Mi-Kyong Kwon (ryddl3703@naver.com),
Sra. Su-Mi Jo (tjtnal0930@naver.com),
Sra. Linda Fu (fulinda.shanghai@gmail.com),
Sra. Ju-Ran Park (ppjjrr1003@empal.com).

Me despeco por agora. Muito obrigada e um abraco,

Ana

Carta da Terra para Crianças



Carta da Terra
Earth Charter
우리 스스로와 동·식물을 알고 지키자.
동·식물 그리고 사람이 삶의 방법을 존중하자.
모두 보호를 받아야 할 부분
동물의 무차별한 살육에 반대해 싸우자
식물의 소중함
항상 3가지를 지키자.
모든 것과 무엇이든 살아있는 생명
사람의 권리
모든 존재의 행복
우리에게 주어진 자연을 소중히 생각하자 : 물, 땅, 공기
그리고 모두가 이 좋은 자연을 가질 권리를 가졌다는 것을 명심하자.
당신이 살고 있는 곳을 깨끗이 해라.
물을 아끼자
쓰레기를 쓰레기통에 넣자
모든 당신의 물건을 정리 정돈 하자
분리수거를 하자
“3R”을 적용하자 (줄이기, 재사용, 재활용)
당신이 살고 있는 곳에 대해 더 알자
당신의 공동체의 일부와 지구의 다른 곳에 살고 있는 사람들의 행복에 대해
당신이 살고 있는 곳을 사랑하고 알자 그리고 당신이 아는 것을 다른 사람과 공유하자.
모든 사람들은 살기위해 필요한 것을 가져야 한다! 가난한 생활을 존재하지 않아야 한다.
정말 필요한 것이 무엇인지 찾아라. 나누는 것을 배워야한다 그리고 항상 보호해야 한다.
-모두 서로 존중해 사는 것이 필요하다.
-모든 아이들은 학교를 다녀야 한다.
- 도움을 필요한 사람들은 우리가 그들을 도울 수 있도록 해야 한다.
모든 아이들은 소중하다.
-모든 아이들은 공부해야 되고 같이 자라야 한다.
-여자들은 남자들과 같은 권리를 가져야 한다.
몇몇 아이들은 보호해야한다.
-여자아이 혹은 남자아이,
-가난하거나 부유한 가정
-흑인, 백인 혹은 다른 인종
-국가가 다르거나
-우리의 언어와 말하는 것이 다르거나
-기독교, 불교, 기타종교 또 같지 않은 종교를 가지고 있거나...
음식, 가정, 학교, 친구들, 장난감, 행복함을 가지다 반면에 병, 의사, 약들이 있다.
평화가 좋고 전쟁은 나쁘다.
-모든 사람과 함께 어울려 사는 것을 찾아라.
-사람들을 돌아보고 그들에게 너의 사랑으로 베풀어 도와주어라
- 더 많은 사람은 좋은 일이라고 평가하고 지구를 위해 함께 일하라.
-행성들과 동물들, 사람들을 걱정하고 사랑해라.
인간은 더 많은 무기들을 생산하지 않아야 되고 새로운 전쟁을 일으키지 않기 위해 노력해야 한다. 우리는 모든 사람들에게 평화가 있다는 것을 잊지 말아야 한다.
모두가 이해해야 되고 서로서로 돕는 것이 필요하다.
다른 사람들과 우리 지구와 더 낳은 삶을 살도록 도와주는 것들을 위해 특별히 주의를 기울이고 학습해라.
- 더 좋은 교육과 더 좋게 살아가는 것은 어떤 것
- 세상의 주변에 마주한 사람들의 문제들과 어려움을 이해하여 그들을 도와주기 위하여 간접소통방식을 이용해라
- 세상을 더 좋게 살아가기 위한 장소로 돌리기 위하여 대안을 찾아야 하고, 더 낳은 사람들이 아닌 사람들을 돕는 사례를 관심있게 학습해라

A Carta da Terra para Crianças em coreano pode ser baixada no site da Carta da Terra em Ação:
http://www.earthcharterinaction.org/invent/images/uploads/EC%20for%20Children%20NAIA%20-%20%20Korean%20Translation.pdf

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Licenciamento de rodovias causa nova batalha no governo



Base governista na Câmara provoca polêmica ao decidir incluir na MP que trata do Fundo Soberano uma nova regra que dispensa de licenças ambientais as obras realizadas em rodovias federais. Medida é criticada pelo ministro Carlos Minc e ONGs apontam decisão como eleitoreira.
Maurício ThuswohlData: 17/04/2009
RIO DE JANEIRO – A tentativa de alterar a lei que obriga a realização de licenciamento ambiental prévio para obras em rodovias federais, feita esta semana por parte da base governista na Câmara, é o mais novo fator de instabilidade na política ambiental do governo. Em uma decisão considerada oportunista pelo movimento socioambientalista e criticada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), o deputado federal José Guimarães (PT-CE) incluiu no texto da Medida Provisória 452/08, que trata de um assunto completamente diferente (o Fundo Soberano), a regra que acaba com essa obrigatoriedade.Aprovado pela Câmara, o texto elaborado por Guimarães estabelece que “obras de pavimentação, melhoramentos, adequação e ampliação de capacidade em rodovias federais já existentes ficam dispensadas de licenciamento ambiental prévio”. A MP 452 segue agora para apreciação do Senado e, se também for aprovada pelos senadores, será encaminhada para sanção ou veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.A disputa política promete ser intensa, pois a possibilidade de realizar obras em rodovias sem a obtenção prévia de licenças ambientais é vista por seus críticos como mais um duro golpe sobre a região amazônica. Seu efeito imediato recairia sobre a BR-319 (Manaus-Porto Velho), que corta uma região ainda intocada da Amazônia e é antigo alvo da cobiça de agricultores, madeireiros e grileiros.O primeiro a questionar a inclusão de um tema relevante da política ambiental numa MP que tratava do Fundo Soberano foi o próprio ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Ele só deixou o Congresso no dia da votação ao obter o compromisso de líderes da base governista de que o texto seria alterado no Senado: “Não se pode dispensar de licenciamento prévio obras com impacto ambiental. Se fizermos isso com a BR-319, poderá se criar ali uma ‘espinha de peixe’ que contribuirá muito para a devastação daquela região”, disse, usando o termo que define a prática ilegal, comum na Amazônia, de se abrir diversas estradas secundárias a partir da via principal.A aprovação da MP 452 na Câmara acendeu a luz vermelha na bancada ambientalista e também na parte da base governista no Congresso que é mais preocupada com as questões ambientais. Liderança de ambos os grupos, a senadora Marina Silva (PT-AC) denuncia que, com a ajuda da base governista, a legislação ambiental brasileira, considerada uma das mais avançadas do mundo, sofre séria ameaça de desmanche: “Querem progressivamente colocar abaixo a legislação ambiental. Essa última decisão da Câmara tem endereço certo: a BR-319”, disse a ex-ministra.Resta saber se Minc e Marina encontrarão de fato apoio no primeiro escalão do governo. Comenta-se em Brasília que o fim do licenciamento ambiental prévio nas obras realizadas em rodovias federais seria uma das medidas de estímulo ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo o Ministério dos Transportes, cerca de 40% das 140 obras em rodovias previstas no PAC seriam alcançadas pela nova regra que dispensa as licenças ambientais.ONGs criticamDiversas organizações do movimento socioambientalista acusam de eleitoreira a decisão dos deputados, pois esta beneficiaria a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República, assim como a candidatura do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, ao Governo do Amazonas. Nascimento, segundo os ambientalistas, seria o principal interessado eleitoralmente na conclusão da BR-319.“Enquanto as várias rodovias que cortam a Amazônia se encontram em estado crítico de conservação, penalizando milhões de pessoas que dependem delas para a sobrevivência, o ministro dos Transportes desvia toda a capacidade de investimento de seu ministério para abrir outra frente, expondo o coração da Amazônia à grilagem e ao desmatamento”, afirma Marcio Santilli, que é coordenador do Instituto Socioambiental (ISA).Em uma nota endereçada aos ministros Dilma, Minc e Nascimento, vinte e oito organizações do movimento socioambientalista brasileiro repudiam a inclusão da nova regra sobre as rodovias federais na MP do Fundo Soberano e alertam sobre o perigo que esta representa em termos de aumento do desmatamento na Amazônia. O grupo Greenpeace, também em nota pública, acusa a Câmara de “inaceitável oportunismo político” e afirma que “a Amazônia desponta como a melhor estrada para levar Dilma à Presidência”.

Ruralistas iniciam sua maior ofensiva contra leis ambientais


Seja por intermédio de suas bancadas na Câmara e no Senado ou através de suas entidades de classe, os setores ligados ao agronegócio e às obras de infra-estrutura estão mobilizados de Norte a Sul para reverter pontos da legislação ambiental por eles considerados como um entrave ao desenvolvimento produtivo do país.
Maurício Thuswohl
RIO DE JANEIRO – Ao que tudo indica, os últimos 18 meses do governo Lula serão marcados por uma forte ofensiva ruralista contra os avanços conquistados pelo Brasil em sua política ambiental. Seja por intermédio de suas bancadas na Câmara e no Senado ou através de suas entidades de classe, os setores ligados ao agronegócio e às obras de infra-estrutura estão mobilizados de Norte a Sul para reverter pontos da legislação ambiental por eles considerados como um entrave ao desenvolvimento produtivo do país. Essa contra-ofensiva passa pela aprovação no Congresso de duas Medidas Provisórias que alteram o atual Código Florestal e também pela tentativa de retirar da União e transferir aos estados a prerrogativa de definir as políticas ambientais.Já aprovada na Câmara, encontra-se agora em discussão no Senado a MP 452 que, apesar de originalmente tratar da regulamentação do Fundo Soberano, leva de “carona” uma emenda feita pelo relator, deputado José Guimarães (PT-CE), que acaba com a obrigatoriedade de concessão de licença ambiental para as obras a serem realizadas em rodovias federais já existentes. Além disso, a MP 452 também estabelece o prazo máximo de 60 dias para que o Ibama conceda as licenças de instalação para obras em rodovias, o que, na prática, fará com que estas obras possam ser iniciadas sem a obtenção das licenças.Existem atualmente em processo de análise no Ibama 183 pedidos de licenciamento em rodovias, dos quais apenas 82 já receberam licença prévia do órgão ambiental. As obras do PAC são responsáveis por 140 destes pedidos, fato que faz com que os parlamentares ligados ao agronegócio estejam otimistas em receber o decisivo apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Até o momento, nem o presidente nem a ministra externaram suas posições.Outra Medida Provisória que aguarda votação na Câmara, onde deverá ser aprovada, é a MP 458, que trata da regularização fundiária de terras pertencentes à União localizadas nos nove Estados da Amazônia Legal. Quando foi enviada ao Congresso pela Presidência da República, a MP 458 contava com o apoio do movimento socioambientalista, pois tinha forte cunho social ao determinar a regularização de propriedades de até 1,5 mil hectares. No entanto, as modificações introduzidas pelo relator, deputado Asdrúbal Bentes (PMDB-PA), desfiguraram a MP.Entre as alterações sugeridas por Bentes - e rejeitadas pelos ambientalistas - estão a inclusão de áreas devolutas localizadas em faixa de fronteira, além de outras áreas sob domínio da União, no processo de regularização fundiária, e também a retirada da exigência de que o ocupante não seja proprietário de imóvel rural em qualquer parte do território nacional. Além disso, o texto que deverá ser aprovado pelos deputados exclui o parágrafo que impedia a regularização de área rural ocupada por pessoa jurídica: “Essas novas regras legalizarão a grilagem, aumentarão a concentração fundiária e a violência no campo e incentivarão o desmatamento”, resume Raul do Valle, que é coordenador do Programa de Política e Direito Socioambiental do Instituto Socioambiental (ISA).Senado decide Assim como no caso da MP 452, caberá ao Senado dar a exata medida das chances políticas que tem a MP 458, na forma como está, de se tornar realidade. A disputa em torno das duas Medidas Provisórias será protagonizada por duas parlamentares de peso. De um lado, Kátia Abreu (DEM-TO), que é presidente da Confederação Nacional de Agricultura (CNA) e tem se destacado como a maior liderança política dos ruralistas nesses seis anos e meio de governo Lula. Do outro, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (PT-AC), que tem enorme prestígio internacional e é a principal porta-voz política do movimento socioambientalista brasileiro.Em discurso realizado na tribuna do Senado na semana passada, Marina afirmou que “segmentos do agronegócio e da infraestrutura se revezam em um jogral de satanização das conquistas ambientais que a sociedade brasileira conseguiu inscrever no arcabouço legal de nosso país”. Segundo a ex-ministra, estes setores “agora estão imbuídos em convencer a sociedade brasileira de que a legislação que protege o que restou da floresta, que protege a nossa biodiversidade e as margens dos rios é a maior inimiga para o crescimento e expansão da agricultura no país”.Novo Código Kátia Abreu, por sua vez, alia o comando da pressão ruralista no Senado à articulação nacional das principais entidades representativas dos grandes produtores. Também na semana passada, a senadora levou ao Congresso uma proposta elaborada em conjunto pela CNA e pela Sociedade Rural Brasileira (SBR) que sugere uma ampla reformulação no Código Florestal.Entre as mudanças propostas pelos ruralistas estão o fim da obrigatoriedade de recompor as Áreas de Proteção Permanente (APPs) no mesmo bioma onde houve desmatamento, a permissão para compor 50% da reserva legal com espécies exóticas ao bioma e a manutenção das áreas “consolidadas pela agricultura” mesmo em biomas considerados ameaçados.O ponto fundamental de um novo “Código Ambiental Brasileiro”, de acordo com o desejo dos ruralistas, seria a transferência para os Estados da atribuição de definir as políticas ambientais, o que hoje é prerrogativa exclusiva da União: “Se o governo federal descentralizou a saúde e a educação, por que não o meio ambiente também? Cada Estado tem suas peculiaridades ambientais e agrícolas e pode deliberar sobre elas”, diz Kátia Abreu.Governadores ruralistasA pressão no Congresso - onde 33 propostas de alteração do Código Florestal já foram protocoladas por parlamentares ruralistas - acontece paralelamente à ação dos governadores mais ligados à cartilha do agronegócio. O governador de Santa Catarina, Luiz Henrique Silveira (PMDB), deu a largada ao usar sua maioria na Assembléia Legislativa para aprovar um código florestal estadual que, entre outras afrontas à legislação federal, reduziu para cinco metros a faixa de proteção das matas ciliares (localizadas às margens dos rios e lagos).As alterações na legislação ambiental apoiadas por Luiz Henrique em seu estado são objeto de três Ações Diretas de Inconstitucionalidade (Adins) movidas, respectivamente, pelo PV, pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério Público de Santa Catarina. Ainda assim, outros governadores, como Aécio Neves (PSDB) de Minas Gerais, falam em seguir o exemplo catarinense e já mobilizam suas bases de deputados para criar um código ambiental estadual.A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), foi a mais recente adesão ao movimento de pressão pela criação de legislações ambientais estaduais que contradigam as leis federais. Mesmo acossada por uma ameaça de impeachment, Yeda encontrou tempo para exortar seus deputados a criarem um código ambiental estadual: “Cada estado deve ter uma legislação própria para decidir os rumos de suas riquezas ambientais. O Código Florestal Brasileiro tem mais de 40 anos e precisa ser modernizado e adequado às realidades regionais”, disse.

Minc joga última cartada para defender leis ambientais


Com seu espaço no governo reduzido a cada dia graças à ofensiva ruralista sobre a legislação ambiental no Congresso e à atuação de colegas de ministério, ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) reafirma aliança política com os movimentos sociais e pede ajuda diretamente ao presidente Lula. Novo projeto na Câmara quer retirar do Ibama a prerrogativa da fiscalização ambiental.
Maurício ThuswohlData: 01/06/2009
RIO DE JANEIRO - Enquanto o mundo comemora a Semana do Meio Ambiente, o governo brasileiro entra em uma fase decisiva para a definição dos rumos de sua política ambiental. Realizada de forma permanente no Congresso, a ofensiva parlamentar contra a atual legislação traz como última novidade a apresentação de um projeto de lei que acaba com os atuais Código Florestal, Lei de Crimes Ambientais e Política Nacional de Meio Ambiente e reúne tudo em um único conjunto de normas, que se chamaria Código Ambiental.De autoria do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), o projeto busca consolidar alguns avanços sobre as leis ambientais conquistados recentemente pelos ruralistas, como as Medidas Provisórias 452 (que acaba com a obrigatoriedade de concessão de licença ambiental para obras realizadas em rodovias federais já existentes) e 458 (que facilita a legalização de terras griladas na Amazônia). O texto de Colatto também prevê que a prerrogativa de fiscalizar o cumprimento das normas e resoluções do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) em projetos com impacto ambiental seja retirada do Ibama e transferida aos estados e municípios, o que enfraqueceria o órgão federal.A ofensiva parlamentar conta com o apoio declarado de alguns ministros, a franca oposição do ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) e o, até aqui, ensurdecedor silêncio do Palácio do Planalto. Há um ano no cargo e percebendo que seu espaço de manobra política se reduz a cada dia, Minc decidiu partir ele também para a ofensiva e fez uma visita pública ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual cobrou ajuda no Congresso e reclamou da atuação de outros ministros, como Reinhold Stephanes (Agricultura), Alfredo Nascimento (Transportes) e Mangabeira Unger (Secretaria de Assuntos Estratégicos).Segundo o próprio Minc relatou à imprensa após o encontro com Lula, a bronca com Mangabeira se explica porque este último teria enviado ao Congresso, sem o conhecimento do Ministério do Meio Ambiente (MMA), uma proposta de alteração das regras para o licenciamento ambiental no país. No caso de Stephanes, Minc reclamou do empenho do colega em apoiar projetos que buscam desfigurar o Código Florestal.A disputa com Alfredo Nascimento se dá em torno da MP 452, pois sua aprovação interessa ao ministro dos Transportes. Nascimento é candidato ao governo do Amazonas em 2010 e tem como bandeira a conclusão das obras da BR-139 (Manaus-Porto Velho), que corta o coração da Amazônia: “O ministro Nascimento está com pressa e quer primeiro fazer a obra e só depois cumprir as exigências ambientais. Eu disse ao presidente Lula que estou moralmente impedido de concordar com isso. Seria a morte em vida”, disse Minc.MachadinhaO ministro do Meio Ambiente teria reclamado muito com Lula sobre a aliança entre os parlamentares ruralistas e setores do governo: “Disse ao presidente que vários ministros combinavam uma coisa aqui e depois iam ao Congresso, cada um com sua machadinha, patrocinar emendas que esquartejavam e desfiguravam a legislação ambiental. O presidente me disse que isso não é aceitável”, contou Minc.A firmeza do compromisso supostamente assumido entre Lula e Minc poderá ser verificada em breve. A MP 452, já aprovada na Câmara, não foi apreciada pelo Senado até a data limite desta segunda-feira (01), o que significa que terá de ser reeditada pelo governo. A intensa disputa travada em torno da CPI da Petrobras durante toda a semana passada fez com que os senadores da bancada ruralista não conseguissem emplacar a discussão sobre a MP, e agora a expectativa é de que o Planalto se posicione claramente contra a emenda que flexibiliza o licenciamento de obras em rodovias: “Queriam um licenciamento aprovado por decurso de prazo. Ainda bem que o que caiu por decurso de prazo foi a MP 452”, comemorou a senadora Marina Silva (PT-AC).Aliança com agricultores Em busca de sustentação política, Carlos Minc quer consolidar o apoio dos agricultores familiares às políticas desenvolvidas pelo MMA nestes últimos seis anos. Falando para quatro mil agricultores que participavam do Grito da Terra e marchavam na Esplanada dos Ministérios na última quarta-feira (27), o ministro afirmou que a lógica do agronegócio é a destruição do meio ambiente e acusou seus líderes de chantagear o governo: “Não podemos cair no canto da sereia. Eles encolheram os dentes de vampiro e o rabinho de capeta, mas não enganam o povo”.A aliança do MMA com organizações representativas dos agricultores familiares, como a Contag, entre outras, já rendeu a elaboração conjunta de um documento que foi enviado a Lula e pede que o presidente impeça as tentativas em andamento de mudança na legislação ambiental. Segundo Minc, Lula teria concordado em receber, durante a Semana do Meio Ambiente, uma comissão formada por ambientalistas e agricultores familiares para discutir essa questão. A expectativa do ministro é que um aceno presidencial possa reverter a balança política que, até o momento, pende claramente para os ruralistas e os setores do governo que defendem o agronegócio.

Actualizando a los Afiliados de la CTI acerca de algunas actividades clave de la CT



Saludos cordiales para usted! Espero que este mensaje le encuentre con salud. Siento que no me he comunicado con usted por largo tiempo y necesito compartir un par de cosas. Por favor permítame atraer su atención hacia lo siguiente:
1) El Reporte Anual 2008 de la Iniciativa de la CT
Es un placer compartir con usted el Reporte Anual 2008 de la Iniciativa de la Carta de la Tierra. Este ofrece un resumen de las actividades de la Carta de la Tierra durante el año pasado. Probablemente ya lo vio, pero en caso de que no lo haya visto todavía, por favor visite http://www.earthcharterinaction.org/invent/details.php?id=484
De hecho en nuestra Biblioteca Virtual puede encontrar todos los reportes anuales de años anteriores.
2) Su Página de País
Como parte de nuestra nueva pagina web, hemos creado páginas por País con el propósito de asegurar que la información básica sobre actividades que se llevan a cabo de la Carta de la Tierra esté disponible a todos los interesados. Por favor vea su página de país en nuestro sitio web y díganos lo que piensa y si quisiera cambiar alguna información ahí. Nos complacerá agregar una foto que represente su país si nos la envía. Nuestras expectativas es que usted nos envíe cada seis meses por lo menos una o dos noticias describiendo actividades que usted haya organizado en relación a la Carta de la Tierra. Si tiene más eso sería muy bueno. No queremos dar la impresión que no hay noticias o de que nada está sucediendo con la Carta de la Tierra en su país. Por favor manténganos informados. Por favor vea su página de país en el siguiente enlace: http://www.earthcharterinaction.org/content/categories/Country/
3) Organizaciones que han avalado la Carta de la Tierra en su país
Por favor vea la lista de organizaciones que han avalado la CT en su país. Puede ver esto desde su página de país (vea en las columnas derecha e izquierda). Puede dar seguimiento con las organizaciones que ya han avalado la Carta para estimularlos a usar la Carta de la Tierra como parte de sus actividades y ayudarnos a promoverla. Nos gustaría tener más individuos y organizaciones avalando la CT en línea, como sea posible. Si sabe de alguna organización en su país que esté trabajando con la CT pero no la ha avalado (porque no están es esta lista en línea), le agradeceríamos nos ayude con contactarla e invitarla a avalar en línea. Además, por favor vea esta lista y todas las organizaciones clave en su país que podría abordar para solicitarles que avalen la Carta de la Tierra. Nos gustaría ver esta lista con un aumento significativo durante este año.
4) Sitios web Nacionales de la Carta de la Tierra
Como saben queremos tener la información básica de la CT disponible en cuantos idiomas locales sea posible. Mire los sitios web de la CT que se han desarrollado hasta el momento, todavía queremos esa información básica disponible en muchas lenguas más. Esto es lo que esperamos que suceda. http://earthcharterinaction.org/contenido/pages/Sitios-Nacionales-de-la-Carta-de-la-Tierra.html
5) Plataforma Escolar de la Carta de la Tierra
Dado el número de personas que han compartido con nosotros información acerca de su trabajo con la Carta de la Tierra en Escuelas y la necesidad de ofrecer una plataforma para que ellos compartan experiencias; hemos desarrollado una plataforma en línea para escuelas que estén trabajando con la CT y Educación para el Desarrollo Sostenible en escuelas. Actualmente se encuentra en inglés y en español. Por favor visite esta Red de Escuelas y compártala con aquellas escuelas que usted sabe han utilizado la CT o están interesadas en hacerlo. Realmente esperamos pueda involucrar a maestros de escuelas en ella. En esta plataforma encontrarás buena información y recursos muy útiles, vea al http://ec-snet.wikispaces.com/
6) Biblioteca Virtual de la Carta de la Tierra
Durante el año pasado desarrollamos una nueva Biblioteca Virtual de la Carta de la Tierra que reúne material histórico, ensayos, publicaciones, recursos educativos, etc. Este fue un esfuerzo realizado para ofrecer un lugar donde usted pueda encontrar tantos recursos de la Carta de la Tierra como sea posible. Vea la Biblioteca Virtual en http://www.earthcharterinaction.org/invent/
Talvez usted tenga material que haya desarrollado sobre la CT y que todavía no están disponibles en la Biblioteca Virtual. Si este es el caso, por favor envíenos cualquier material que haya producido para incluirlo aquí.
7) Grupos de Acción de la Carta de la Tierra siguiendo la política de descentralización
En los pasados seis meses hemos estado aclarando y desarrollando aún más la política de descentralización, particularmente en relación a los roles de los grupos de trabajo o más bien pequeños “grupos de acción”. Uno de los puntos clave es la necesidad de evadir mucha burocracia, coordinación o la simple interacción con miles de grupos e individuos que esperamos estén más y más involucrados y trabajando con la Carta de la Tierra. No tenemos la capacidad de manejar una relación cercana con muchos afiliados e individuos en cada país. Así es que nos estamos basando en los Lineamientos de Descentralización y promoviendo la creación de grupos de acción que pueden funcionar de manera descentralizada. Se espera que los afiliados ya existentes ayuden a catalizar el emerger de un amplio número de pequeños grupos de acción. Una revisión del Folleto Informativo aclarará estos desarrollos. Por el momento vea la página de los voluntarios en http://www.earthcharterinaction.org/contenido/pages/Voluntariado
8) Carta de la Tierra +10, celebremos la Carta de la Tierra
El año entrante será el 10mo. Aniversario desde el lanzamiento de la Carta de la Tierra y definitivamente queremos celebrar eso! En la reunión del Consejo de la CTI más reciente celebrada en Brasil en abril pasado, estuvimos de acuerdo en que deberíamos promover varios eventos de la Carta de la Tierra +10 en diferentes partes del mundo, en el entendimiento de que CTI primero deberá encontrar socios que brinden apoyo financiero y organizacional para estos eventos. Ya hemos recibido dos ofertas para celebrar importantes eventos de Carta de la Tierra +10, el primero el 22 de abril (Día de la Tierra) en México y el segundo a celebrarse en la India a principios de diciembre de 2010. Estoy compartiendo esto con usted ya que realmente espero que pueda por lo menos organizar un pequeño evento en su país (incluso quizás en conjunto con otro evento) utilizando la oportunidad que brinda el Día de la Tierra el 22 de abril o el Día del Ambiente el 5 de junio del año entrante para, entre otras cosas:
Generar una nueva concientización, apoyo y compromiso hacia la visión de la sustentabilidad inherente de la Carta de la Tierra
Estimular aún más los usos de la Carta de la Tierra en campos como el sector privado, la educación, prevención de conflictos y en la construcción de una cultura de paz
Pronto nos comunicaremos con usted con más detalles sobre este asunto.
9) TV Video Spot de la CT
Por último, permítame compartir con usted un “spot” televisivo que fue elaborado en Brasil y pasado en varios canales de televisión como una campaña de comunicación para concientizar a la gente acerca de la Carta de la Tierra. El corto televisivo fue pasado por un mes empezando el 22 de abril. Esta campaña de comunicación se encuentra conectada a este video de 60 segundos, el cual fue producido con dibujos de niños y niñas de una comunidad marginada localizada en los alrededores de Sao Paulo. El esfuerzo completo se realizó con trabajo voluntario de cierto número de individuos, especialmente una joven mujer que cuenta con muy buenas habilidades de comunicación. Es un “spot” televisivo corto y bonito. Acabamos de traducirlo al español y al inglés con la esperanza de que lo utilice en cualquier oportunidad que se le presente.
Véalo en http://www.youtube.com/watch?v=1cCSD7n2rSc
Mis disculpas por un mensaje tan largo pero realmente sentí que debía comunicar todo esto a usted.
Con mis mejores saludos,
Mirian
Mirian Vilela
Directora Ejecutiva
Carta de la Tierra Internacional
San Jose, Costa Rica
http://www.cartadelatierra.org/

terça-feira, 2 de junho de 2009

O Centro de Educação Ambiental Avelino Peixe Filho "Sala Verde" ofereceu uma manhã de interação ambiental para docentes e funcionários da EMEI Lar Esperança.

O Centro de Educação Ambiental Avelino Peixe Filho "Sala Verde" ofereceu uma manhã de interação ambiental para docentes e funcionários da EMEI Lar Esperança.
O CEA APF "Sala Verde" recebeu, nesta semana, 38 professores e funcionários da EMEI Lar Esperança da rede pública de ensino de Itapeva para uma aula ambiental, dentro da programação da EA. Neste primeiro encontro, as professoras e funcionarias receberam explicações sobre a metodologia e funcionamento do CEA APF. Foram apresentado cronograma, objetivos, plano de EA, além de instruções sobre as atividades ali desenvolvidas. A responsável pela visitação da EMEI ao Centro de Educação Ambiental foi da coordenadora Roseli Aparecida da Silva. Ao final das atividades, as professoras e funcionarias se mostraram muito satisfeitas, algumas até confessando ser esta uma experiência muito agradável e útil. O prof. Paulo Roberto Saponga, a representante do CEA, Célia Pontes Pedroso, a coordenadora da Sala Verde, professora Elizabete Ap Pereira de Oliveira, o estagiário em Educação Ambiental, Saulo Krischiner e a voluntária Michele Augusto Leite, ficaram felizes com o resultado alcançado e já consideram o CEA APF "Sala Verde", não mais como uma promessa, mas sim uma realidade em educação ambiental.

A parceria com a Secretaria Municipal de Educação (rede pública municipal de ensino), por exemplo, é uma experiência que nos enriquece e, ao mesmo tempo, qualifica o trabalho desenvolvido no CEA APF " Sala Verde". "Como tudo o que é "novo" é preciso coragem de enfrentar, foi necessário superar os próprios limites, indo em busca de alternativas para que essa prática acontecesse de maneira bastante significativa e que fosse de encontro aos ideais de uma docência comprometida na busca de uma educação com qualidade para o futuro cidadão" disse Paulo Saponga.

A finalidade foi promover situações de interatividade com o meio ambiente, através de funcionárias e professoras dentro de uma proposta interdisciplinar, buscando a formação de um cidadão crítico, capaz de estabelecer relações entre as diversas áreas de conhecimento ambiental e a realidade do mundo em que estamos vivendo. "Acredito que ser cidadão é muito mais que apenas encontrar respostas em um ambiente só dele. Ser cidadão significa ir além do seu local de vivencia, é introduzir em seu cotidiano experiências outras, o perceberem que cada dia nos traz pelo menos uma oportunidade de aprender algo valioso, seja com uma pessoa, com a natureza, com nosso próprio pensamento crítico... basta estar receptivo, saber observar e perceber as mensagens, por vezes, sutis..." disse a coordenadora Roseli Silva.

Dando continuidade ao projeto de educação ambiental a Fundação planeta Terra está em busca de parcerias para dar seqüência às atividades. O objetivo do CEA é melhorar a qualidade de vida das pessoas de uma forma criativa e lúdica, assim como promover mais atividades ambientais que integre os participantes. A Educação Ambiental pode servir como estratégia de melhoria da qualidade de vida, desenvolvimento pessoal, humano, ambiental e coletivo no CEA APF.
As escolas interessadas em conhecer e/ou participar da Sala Verde, deve entrar em contato com a Secretaria Municipal de Educação ou no CEA APF "Sala Verde" pelo telefone (15) 3521 3077 das segundas as sextas das 08 às 18 horas, na Avenida Higino Marques, 193, Centro, Itapeva, São Paulo ou pelo e-mail
planetaterra@planetaterra.org.br

As aulas são gratuitas e abertas a estudantes, professores, funcionários e população em geral desde que em grupos ou associações.